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segunda-feira, 22 de julho de 2019

GRUPO DE CARAPITO - MOIMENTA DA BEIRA


GRUPO DE CARAPITO

Antigos Alunos Combonianos

Criado no ano passado por iniciativa do Dr Caseiro Marques, o Grupo de Carapito, composto por antigos alunos dos Missionários Combonianos, reuniu mais uma vez em Carapito.

Lembramos que, de Carapito, foram cerca de uma dezena os que estudaram no Seminário de Viseu, pertencente àquela congregação religiosa. O primeiro foi o Baltazar Trindade, que entrou naquele Seminário, por volta do ano de 1953. Aliás, este carapitense protagonizou uma interessante aventura que consistiu em fugir do Seminário e ter feito, a pé, sozinho, o caminho entre Viseu e Carapito. Segundo ele, chegou a ser ameaçado por um homem que o perseguiu, conseguindo escapar graças à sua destreza e juventude.

No corrente ano, o Grupo realizou a sua reunião no passado dia 20 de Julho, o que proporcionou um são convívio entre dezena e meia de antigos alunos, quase todos da mesma geração, naturais de Carapito e da região. Mutos outros não puderam participar por se encontrarem longe ou por terem a sua vida organizada e ocupada com os muitos afazeres próprios desta época do ano. Mas compareceu cerca de uma dezena de companheiros, pela primeira vez. Da parte de muitos outros ficou a promessa de virem a participar nos próximos anos. A reunião é aberta às esposas, pelo que o grupo ultrapassou as duas dezenas de convivas.

O almoço, servido num dos restaurantes de Carapito, constou de uma bem apetitosa paelha que saiu do gosto e do trabalho do José Manuel Lopes Marques, também ele antigo aluno comboniano.

Foi do agrado especial do grupo a presença de dois sacerdotes combonianos, representando duas gerações diferentes. Foram eles o Padre Manuel Augusto Ferreira, que já desempenhou funções de Superior Geral dos Combonianos, em Itália, durante dois mandatos e o seu primo, Padre Vítor Dias, que brevemente vai partir para as Filipinas, em missão. Ambos são naturais de Arcozelo das Maias.

Este Grupo de Carapito reúne uma vez pro ano e assenta em algumas afinidades intrínsecas aos participantes, sendo elas: a mesma idade aproximadamente, com entrada no Seminário nos primeiros anos da década de sessenta, a pertença à região, de limites variáveis, em torno de Carapito e uma abertura “ecuménica”, como lhe chamou o Padre Manuel Augusto, significando que todos têm ali lugar, independentemente das suas opções religiosas e políticas, e a sua posição social.

O próximo encontro ficou marcado para o dia 18 de Julho, igualmente em Carapito.

sábado, 5 de janeiro de 2019

MAIA - Encontro de antigos alunos


Como de costume o Coelho (Barcelos) voltou a reunir um bom grupo ( mais de 30) de antigos alunos combonianos que frequentaram a casa da Maia. Hoje dia 5 de janeiro houve celebração da amizade e companheirismo de outros tempos em ambiente Comboniano. O P.e Dário encantou a todos com a canção : "quem é feliz levanta os braços…" Foi um retorno à simplicidade da adolescência revivida agora  por adultos, homens feitos e de barba rija. A simplicidade de quem se alimentou do Espírito de Comboni e dele sente nostalgia. A celebração foi presidida pelo Pe. Aparício em vésperas de partir para Paris para um período de formação e presença missionária entre os coletes amarelos. Durante o almoço que se seguiu o Pe. Claudino informou da sua próxima partida para o Congo, terra que ele já bem conhece. Foram também lembrados os ausentes que por razões várias não poderem estar presentes. Grupo muito animado e muito jovem. Parabéns Coelho!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

5 DE MAIO - TURMA DE 1968

No nosso Encontro Anual realizado no passado dia 5 de maio em VISEU celebramos os 50 anos da turma de 1968. Aqui estão 12 antigos alunos dessa turma, adolescentes carregados de sonhos e de vida, que nos princípios de outubro de 1968 entraram para o seminário da missões de Viseu. 50 anos passados, reviveram com emoção esses tempos sentando-se nos mesmos bancos da capela que os acolheu : um dos dois locais sagrados do seminário no dizer poético do Laureano. O outro é o refeitório. No próximo ano, certamente, outros se lhes juntarão para se reencontrarem e reviverem.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

ENCONTRO DE 5 DE MAIO DE 2018

E assim se realizou mais um ECONTRO ANUAL no dia 5 de maio de 2018. Cumpriu-se o programa, houve festa e muita emoção num encontro que reuniu mais de cem antigos alunos.
Em nome da Associação manifesto a nossa alegria pela adesão havida. É nosso propósito continuar a  promover estes encontros em que a colaboração de vários colegas tem sido fundamental. As " sobras" do almoço foram utilizadas para pagar as refeições dos Combonianos presentes e reforçar a bolsa de estudo instituída no ano passado. Os nossos agradecimentos ao Superior da Casa, Pe. Francisco Medeiros, ao Provincial, Pe. José Vieira, e aos testemunhos  do Pe.António Carlos, do Pe. Gregório e do Pe.Manuel dos Anjos.
No próximo ano...voltaremos.

sábado, 7 de abril de 2018

5 de MAIO 2018 - Encontro Anual em VISEU


Caros Amigos

Realiza-se já no 1º sábado do próximo mês de Maio, dia 5, o nosso encontro anual em Viseu – Seminário das Missões. O 1º encontro foi realizado em Coimbra em 1976.

ORDEM DE TRABALHOS

09.00/10.00  -  Recepção e Acolhimento

     11.00       -  Reunião Geral :
                        -  Abertura com o Hino da Associação
                        -  Informações gerais
                        -  Pe.António Carlos: As minhas vivências nas FILIPINAS                      
                        -  Pe. José Vieira ( Provincial) – Informações sobre a Congrgação 
   

      12.30        -  Celebração da Eucaristia presidida pelo Pe. Gregório que comemora 50   anos da sua ordenação sacerdotal (num grupo que inclui os P.es António  Martins, José Cunha, Olindo, Horta e o Manuel dos Anjos)
                                            

      13.30      -  Almoço . Convívio com vídeos editados pelo José Faria

A reunião, como assembleia geral que também é, pode ser ocasião para renovar os órgãos sociais da Associação. Surja uma lista!!!!!!

APARECE. Traz a família ou outros colegas que tu conheças. VEM CEDO  para fazer render o dia.

Este ano a turma de 1968 e a de 1958 fazem  50  e 60 anos, respectivamente. Seria interessante o reencontro e uma foto de conjunto…50 e 60 anos depois…

Por razões logísticas ( e para minimizar custos), agradece-se que até ao dia 4 de Maio confirmes a tua presença por email ou por telefone para um dos seguintes números:

Isidro Almeida – 234198433 – 926493057 – isidro.almeida@gmail.com

Pe.Maravilha – 967909553- avelinomaravilha@gmail.com

António Pinheiro – 252413057 – 918612894 – aspinheiro@clix.pt


Obs. Se alguém de mais longe quiser pernoitar no seminário deverá entrar em contacto com o Pe. Medeiros Tel. 232422834 para reserva.Têm boas instalações.

Um grande abraço
 Pela Direcção
António Pinheiro

                                                          Vila Nova de Famalicão, 7 de Abril de 2018

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Maio 2017-à guisa de relatório

                                     
No dia 6 de maio de 2017, tal como previsto, de vários pontos do país e do mundo (de Paris, da Austrália…) houve gente a movimentar-se a caminho de Viseu. O ponto de encontro estava há muito marcado: O SEMINÁRIO DAS MISSÕES.

O dia estava solarengo e agradável. Daí que por volta das 10H30 já fosse possível iniciarmos a nossa reunião geral depois dos abraços do reencontro.

Cantou-se o hino da Associação e, terminado este, lembramos os ausentes que, por uma razão ou por outra, não puderam estar presentes, mas fizeram questão de enviar uma mensagem de amizade realçando a sua presença em espírito. Fizeram-se as apresentações por ano de entrada e em grupo. Foi giro rever os que celebravam 50 e 60 anos de entrada para o seminário! A alegria de reviver in loco esses tempos e junto dos colegas desse mesmo tempo! Muita emoção junta!...

Passadas algumas poucas informações e feitos os agradecimentos ao Superior da Casa por nos receber, ao Provincial por partilhar o dia connosco e aos colegas que colaboraram nos contactos – o Isidro de Aveiro, o Coelho de Barcelos e o Sebastião de Santarém – e ao Ir. Valentim que nos tem espicaçado, foi a vez do Ir. José Manuel nos falar das suas vivências em terras de missão. A todos nos surpreendeu, já no fim da sua exposição,  quando nos apresentou fotografias características de África ou das Américas, mas tiradas bem perto do centro de Lisboa – Camarate, a sua nova terra de missão. Os Combonianos são assim: encontram sempre “periferias” onde desenvolver o espírito de Comboni.

O Pe. José Vieira, Superior Provincial, fez-nos de seguida o ponto de situação da congregação em Portugal e das celebrações dos 70 anos da sua presença em Viseu, dos estudos sobre a reorganização do dispositivo em terras lusas e até a nível da Europa.

O Pe. Manuel Augusto fez-nos uma apresentação sumária do seu livro “ Uma História Singular” que concluíra para as comemorações dos 70 anos. Confesso-vos que o li com profunda emoção, pois que em cada capítulo me sentia também um protagonista da história e me interrogava com frequência – onde estava eu nesta altura?..Cada um de nós era capaz de a vários daqueles capítulos acrescentar alguns subcapítulos que tornariam a história ainda mais rica e personalizada. Acho que o autor poderia agora fazer aquilo que ele disse que gostaria de ter feito- um romance, onde essas muitas outras estórias teriam certamente cabimento. Bom, fiquei com a ideia de que o livro vai ser um sucesso comercial (pelo menos entre os antigos alunos) e que esse facto poderá ajudar o Pe. Manuel Augusto a decidir-se pelo desejado romance.

Alguns colegas apresentaram também o seu testemunho. O Fernando Paulo deu-nos conta do seu projecto para Moçambique onde tenciona estar brevemente; o Alberto Pais Teixeira disse-nos da alegria do reencontro depois de dois dias de viagem desde os confins da Austrália; o João Heitor –o nosso “adido” cultural em Paris – cujos filhos o surpreenderam com os bilhetes de avião para o obrigarem a sair da sua área de conforto e meter-se a caminho para fazer o que eles sabiam dar-lhe muita alegria.

A sessão terminou com o Olindo e o Américo a tentarem  pôr todas as vozes de acordo para a celebração da Eucaristia que foi presidida pelo Pe. Joaquim Pereira e concelebrada por todos os presentes (segundo os “novos” conceitos teológicos nos dizer do Pe. José Vieira).

Seguiu-se o almoço de confraternização regado com a “pomada” do Sebastião ( 14º) que alertou para a abundância do fornecimento de modo a não haver inibições.. O refeitório do famigerado “ óleo de fígado de bacalhau” estava  lotado. Já no fim do almoço o Pe. Zé de Sousa ainda tentou umas “Faleiradas”,mas a ausência do acordeão do Américo não permitiu que “ o comboio do vale do Vouga”entrasse nos carris. Depois…foi a descontracção nos “recreios” onde muitas estórias foram recordadas à sombra dos castanheiros que já morreram e testemunhadas pelos monumentais e seculares carvalhos; se falassem…eles próprios contariam romances sem fim…

Fotos tiradas, a jornada foi-se concluindo em amena cavaqueira aqui e ali.

Já perto do regresso ao norte, eu e o José Sá sentámo-nos com o Pe. Francisco Medeiros para fazermos a contabilidade do dia. Com os 1.640,00 euros recolhidos pela dupla José Sá e Lino Pinto, pagamos o almoço, constituímos uma Bolsa de Estudo, reservamos 100,00 € para o pagamento da quota anual (2017) da UASP e com o restante subsidiamos o desgaste e limpeza das instalações.

O nosso profundo agradecimento a toda a comunidade comboniana de Viseu que nos acolheu, ao Pe.António Ino pelas palavras que nos dirigiu antes de se afastar para colocar o seu coração em repouso.

Os nossos votos para que continuemos a manter vivo dentro de nós o espírito comboniano que animou a nossa adolescência e juventude e …para o ano haverá mais, se Deus quiser.



Trofa, 25 de Maio de 2017

 Pela Direcção

António Pinheiro

domingo, 7 de maio de 2017

ENCONTRO GERAL DE 2017

O nosso encontro geral em Viseu ( Maio de 2017) teve a participação de mais de 105 antigos alunos . Eis uma das fotos de grupo tirada pelo Isidro.

quarta-feira, 22 de março de 2017

ENCONTRO ANUAL - 1º sábado de maio

Caros Colegas e Amigos
Venho lembrar-vos que se aproxima a data do 1º sábado de maio, dia do nosso encontro anual. Faz no final de abril deste ano 70 anos que os 1ºs Combonianos chegaram a Portugal. Haverá em Viseu um grande encontro de muitas personalidades que querem recordar com júbilo merecido essa data. Por impossibilidades logísticas não podemos fazer o nosso encontro nesse mesmo dia como chegou a ser pensado aquando do encontro na Maia do princípio deste ano.
Mantemos ,assim, a nossa data  de sempre: 1º sábado de maio, dia 6.
Aproveito a oportunidade para vos dar a conhecer as notícias que me acaba de enviar o nosso colega e amigo Pe Manuel Augusto desde Limone onde se encontra.
Um grande abraço para todos
António Pinheiro

Estimado amigo Dr. Pinheiro,
A minha lembrança de amizade, desde Limone Sul Garda, na Itália, a terra natal de São Daniel Comboni, onde me encontro desde o início deste ano.
Tinha-me proposto dar notícias... mas vejo que o tempo passou sem que eu o tenha feito. O inverno foi duro também aqui, com frio e neve, a embelezar a paisagem. A neve ainda continua no cimo dos montes, mas o sol voltou e a primavera está no ar. Com a Páscoa, a aldeia de Limone, nas margens do lago de Garda, ganha vida com a chegada dos primeiros turistas; e nós saímos do isolamento com a chegada de pessoas à procura de um tempo de silêncio e contemplação.
Estamos ainda na Quaresma mas eu antecipo-me a mandar uma palavra com os meus votos de feliz Páscoa. Dentro de alguns dias, se Deus quiser e as circunstâncias o favorecerem, irei para um país do médio oriente durante o que resta da Quaresma e a Semana Santa, para dar a alegria da celebração pascal a comunidades cristãs de migrantes que lá vivem e trabalham.
Aos meus amigos desejo o que procurarei fazer nos dias desta missão especial: ajudar a encontrar na memória de Jesus, da sua paixão, morte e ressurreição, um sentido renovado para a vida; ajudar a reencontrar a alegria de viver, o desejo de uma vida em plenitude, mesmo quando tornada difícil por condições de vida adversas, como são aquelas de países onde a prática cristã não é permitida.
E hoje, quem é que não experimenta dificuldades na vida? O anúncio pascal – Cristo morreu e ressuscitou para que tenhamos vida em plenitude - é tão necessário e nós cristãos devemo-lo uns aos outros, para continuar a celebrar a Páscoa com alegria e viver a vida em plenitude.
Regressarei, se Deus quiser, depois da Páscoa, para vos contar da minha e saber da vossa, que desde já desejo inundada pela luz da ressurreição de Cristo, repleta de alegria e gosto de viver. O meu abraço pascal,
Padre Manuel Augusto




Manuel Augusto Lopes Ferreira
Missionari Comboniani
Via Campaldo 18
25010 Limone Sul Garda BS
Italia
00 39 3421835164





sexta-feira, 3 de junho de 2016

ENCONTRO VISEU 2016 - NARRATIVA POÉTICA - Adenda

Parte da turma de 1966


Encontro 7 de Maio - Adenda

No relato referente
                          Ao dia 7 de Maio
                          Umas coisas se contaram
                          Outras houve que ficaram
                          Por contar. Agora caio
                          Em mim, de seguida penso
                          Que é de elementar bom senso
                          Referenciar a ajuda
                          Que muito aqui se saúda
                          De dois nomes importantes
                          Para a organização
Da festa que nos foi grata
De indiscutível sucesso,
E não peco por excesso.

Maravilhosos instantes
De tão aprazível data
Guardada no coração!

Fora da oportuna agenda
Destaquem-se nesta adenda
As virtudes, os talentos
Destes bravos elementos,
Eficazes assessores
Que operam nos bastidores,
Dando válida assistência
À mesa da Presidência.
A sua iniciativa
Exemplo que nos irmana
Muito ajuda a manter viva
A chama comboniana.

A vossa atenção eu peço
E pelo Isidro começo,
O nosso homem das listas,
Um “batedor” verdadeiro
Cuja tarefa tem sido
Descobrir o paradeiro
De antigos seminaristas,
Propósito bem cumprido.

Em constante viajar
Pelo espaço cibernético
Tem direito a figurar
Neste registo poético,
Bem como o Irmão Valentim
Que actua sempre discreto
Mas o trabalho por fim
É bem visível, concreto,
Apanágio missionário.
Assegura a ligação
Entre a base – o Seminário –
E os membros da Associação.

Ficou bem assinalada
A época de 70
Que ali foi representada
Pelo grupo aveirense
Lázaro, Paulos, Martinho
Que, na prática, sublinho,
É um trio portador
De esperança, a quem pertence
Um destacado louvor.

Naturalmente ressalta
Nesse convívio a falta
Do Padre Júlio, ausente
Por missão em Moçambique.

No nosso espírito fique
Desejo de que “presente”
Digam Olindo e Messias
No encontro para o ano,
Que o sonho comboniano
Viverá todos os dias.

Nesta fé que não vacila,
De consciência tranquila
Depois de na própria missa
Ter recebido o perdão
Da falta por omissão,
Fica assim feita justiça.

Laureano, 01-06-2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

VISEU 2016 - relato em prosa

Foto de conjunto do Encontro VISEU 2016
Depois do depoimento poético sobre o nosso encontro Viseu 2016, envio-vos o meu relato em prosa,mas que nada acrescenta ao relato poético primoroso do Laureano:
Tal como previsto, no passado dia 7, primeiro sábado de maio, teve lugar o encontro anual dos Antigos Alunos Combonianos de Portugal.
Eram cerca das 10H30 da manhã quando cheguei a Viseu com mais três colegas da área de Famalicão: o António Gil, o José Sá e o Luis Sousa. Mas não fomos os primeiros; já encontramos, a tiritar de frio uns 3 ou 4.
O dia era, de facto, de poucos amigos, ameaçando borrasca permanente. Felizmente o invernal dia de primavera não assustou os que tinham confirmado a sua presença, nem desanimou aqueles que à última da hora resolveram meter-se a caminho. Éramos perto de 8 dezenas aqueles que às 11H00 nos reunimos para mais uma conversa em família à volta da nossa bandeira.
Cantou-se o hino da Associação da autoria do Laureano.com letra e música áudio-acompanhada pelo José da Costa Faria. De seguida o José Faria presenteou-nos ainda com um vídeo sobre a vida do jovem padre comboniano italiano, Ezequiel Ramin, assassinado no Brasil há cerca de duas dezenas de anos e em processo de beatificação. Como de costume, fez-se a apresentação dos colegas. Seguiu-se um ritual mais simples e mais curto, mas sempre importante para que ,30… 50,60 e mais anos passados sobre o início do nosso mais ou menos longo percurso comboniano, nos reconheçamos apesar de  todas as transformações físicas que a vida nos foi impondo. Houve lugar a testemunhos ( como o do Camilo Guerrero...) a recordações de lindas estórias e até à tomada de conhecimento dos percursos e êxitos profissionais dos Antigos Alunos. Comum a todos era a manifestação de grande gratidão pela escola, pelos mestres, pelos companheiros de caminhada e pelas oportunidades abertas que aquele mais ou menos longo percurso comboniano a todos proporcionou. O Fernando Paulo, com as suas sábias e eloquentes palavras, dando-nos conhecimento da sua nomeação para a Academia de Ciências de Lisboa, exprimiu o que calava fundo no coração de todos os presentes.
Seguiu-se depois a autorizada exposição do Pe. José Vieira sobre a sua participação nas sessões capitulares da Congregação no ano passado em Roma e as mensagens que ele entendeu pertinente transmitir-nos dessa reunião magna comboniana.
Tivemos depois a oportunidade de ouvir algumas dicas importantes sobre aquilo que será a história e as estórias dos Combonianos em Portugal apresentadas pelo próprio autor, o colega de muitos de nós e amigo de todos, o Pe. Manuel Augusto. O documento apresentado encontra-se à disposição de todos no Blogue Antigos.Alunos.Combonianos. Aos Pes. José Vieira e Manuel Augusto o nosso muito obrigado pela vossa participação e entusiasmo.
A celebração veio a seguir no “único lugar interior daquela casa que não mudou ao longo destes anos”: a Capela , no dizer do “ historiador” Manuel Augusto. Confesso que é este o lugar que mais recordações me traz e que não prescindo de visitar quando passo por Viseu. Com a ausência do Olindo por razões familiares coube ao Américo e ao Faria o acompanhamento musical da celebração.
O tempo chuvoso e frio obrigou-nos a tirar a foto de conjunto…para mais tarde recordar…dentro da própria capela.De seguida lá fomos nós para o refeitório onde demos largas ao nosso convívio, este ano muito animado pelo Pe. Claudino. De realçar que foi preciso à última da hora instalar mais uma mesa. Felizmente houve comida para todos, mas será bom que no futuro não se esqueçam de confirmar a presença. Ficou confirmada, mais uma vez, que a “ pomada “ do Sebastião é qualquer coisa fora de série…
 De referir que a conta do projecto Pe. António Ino ficou enriquecida em mais de um milhar de euros ultrapassando já mais de 2000 euros segundo informação do Pe. Medeiros.A conta, porém, continua aberta.
Ficaram também confirmadas as qualidades do Isidro na “caça” aos contactos de muitos Antigos Alunos. Acho que o Isidro teria dado um eficaz investigador se a isso se tivesse devotado. Para a história fica a relação dos Antigos Alunos presentes:

Lista de presenças no encontro de Viseu 2016-05-07

Pe. Manuel Augusto (Viseu1961)
Pe. Manuel Horta (Viseu 1953)
Pe. Dário Balula (Viseu 1959)
Pe. Claudino (Viseu 1958)
Pe. Francisco Medeiros - 1969
Pe. Francisco Matos Dias (Viseu 1957)
Ir. Matias
Ir. António Silva Figueiredo
Ir. Alex (Espanhol)
Dionísio e esposa (Viseu 1954)
Fernando Mesquita Seixas (1967)
Laureano e esposa (Viseu 1960)
António Silveira Ramos
Dinis Osvaldo Gomes - 1971
José Simões Batista (Viseu1954)
Manuel Maria Gomes (Viseu1966)
Victor Magalhães
António Gonçalves Violante (Viseu 1956)


Pe José de Sousa (Viseu 1951)
Ir. Valentim
Pe. José Vieira (Maia 1972)
Paulo Jorge Campos Vicente (1966)
Manuel Almeida Rodrigues (Viseu 1956)
Joaquim Francisco Rocha Libório (Viseu 1955)
 Martinho Rebelo Mota (1966)
Emídio Braguês Marques Lemos (Viseu 1955)
Hélio Gomes Lages (1966)
José Agostinho Nunes Lázaro (Viseu1966)
João A. Paulos Couto Monteiro (Viseu1966)
José Santos Marcelino (Viseu1966)
 Manuel Martins Fernandes (Viseu1966)
Hilário Rodrigues Figueiredo (Viseu 1955)
Manuel Correia Santos (Viseu 1955)
Victor Manuel Mendes Alves (Viseu1962)
Carlos Alberto Oliveira Coelho (Viseu 1954)
Pe. António Ino
Ir. António Martins
António Ramos Máximo (Viseu1964)
António Santos Esteves Andrade (Viseu1954)
Custódio José Santos (1967)
Isidro Almeida (Viseu 1955)
Fernando Carmo Aguiar (Viseu 1956)
Luis Manuel Silva Dias Sousa (VNF1972)
Manuel Joaquim Costa Fernandes
Camilo Guerrero Folgueira e esposa (Prefeito)
José da Costa Faria e esposa (Viseu 1958)
Fernando Paulo do Carmo Baptista (Viseu 1952)
António Gil Alves da Silva (VNF1972)
José Silva Sá (VNF1972)
José Albuquerque Gomes - 1964
Licínio Alberto Pinto - 1966
António Lopes Figueiredo e esposa - 1972
Pe. Rogério de Sousa - 1952
Pe Ramiro Loureiro - 1953
José Gonçalves Brás (1965)
Sebastião Morgado Ribeiro (Viseu1963)
Silvestre Martins Marques (Viseu 1953)
João Guimarães (Viseu 1956)
Augusto Cabral Ribeiro (Viseu 1958)
Francisco Gonçalo Águeda Dias (1966)
Américo Pereira Martins (1963)
Jorge Albano Rodrigues Almeida - 1970
Amândio Pires (Viseu 1969)
Joaquim Armindo(VNF1977)
Lino da Silva Pinto - 1973
Octávio Alexandre Ramos - 1965
Horácio Fernandes (Viseu 1954)
Viriato Mota Gaspar Cebola (Viseu 1969)
Albino Manuel Martins - 1965




terça-feira, 17 de maio de 2016

Narrativa poética do encontro VISEU 2016

Aqui fica uma resenha  em poesia daquilo que foi o nosso encontro VISEU 2016 da autoria do ilustre Antigo Aluno Comboniano  Laureano Leitão:


7 Maio 2016

 Quando esse dia chegou
                             O sol no céu não brilhou,
                             Com as nuvens se escondeu,
                             Mas o peito iluminou
                             De cada um que rumou
                             Ao encontro em Viseu.

O mui digno Presidente,
                            Exímio na condução
                            Do programa, sorridente,
                            Começou por saudar
                            A Assembleia e declarar
                            Que estava aberta a sessão.

Logo de início, o Faria,
                            Técnico de som e imagem,
                            Mostrou com grande mestria
                            Numa perfeita montagem
                            Que o hino pode ser lido
                            E ao mesmo tempo cantado,
                            A karaoke parecido
                            Com êxito assegurado.

Interessantes minutos
                            Prenderam-nos a atenção
                            Quando o padre Zé Vieira
                            Nos deu conta dos bons frutos
                            Duma obra pioneira
                            Numa viagem romana
                            Que buscou junto do papa
                            Bênção para nova etapa
                            Da vida comboniana.

O vídeo, a canção
                             Levaram-nos à missão
                             Que no peito, com carinho,
                             Com amor e confiança,
                             É vivida na esperança
                             Por quem seguiu o caminho.

O padre Manuel Augusto
                            Comunicou-nos o justo
                            Tributo aos Combonianos
                            Em Portugal, um volume
                            Que começou a escrever
                            E se bem tudo correr
                            Há-de vir talvez a lume
                            Daqui a um ou dois anos.

Depois foi a boa nova
                            Que consubstancia a prova
                            De que há valores entre nós
                            Motivadores de alegria.
                            Bem alto ressoe a voz!
                            Fernando Paulo Baptista
                            Vê o seu nome na lista
                            Dos membros da Academia
                            Das Ciências de Lisboa.

Boa nova? Mais que boa,
                            Que nos deixa orgulhosos,
                            Pois é, com toda a certeza,
                            Dos maiores estudiosos
                            Da Língua Portuguesa.

Mas há mais: directores vários,
                            Médicos e empresários,
                            Advogados, um juiz
                            Que nos dizem, com razão,
                            Que o sangue da Associação
                            É vital para o país.

Chegado foi o momento
                            Da missa e o alimento
                            Foi dado então à alma,
                            Sendo o do corpo a seguir,
                            Depois de a gente sentir
                            Mergulhar o ser em calma.

Padres Ramiro, Claudino
                            Dário, Sousa, António Ino,
                            Também marcaram presença
                            Reforçando a nossa crença.

Comeu-se ao almoço bem,
                             Bebeu-se, claro, também
                             Tinto do Sebastião
                             E até houve leilão
                             De um bom livro do Fernando.

Vamo-nos, pois, encontrando,
                             E durante muitos anos,
                             Cada qual de nós feliz,
                             Nas lembranças de menino,
                             Que sempre, como se diz
                             Na própria letra do hino,
                             Seremos Combonianos.

Laureano

domingo, 8 de maio de 2016

VISEU 2016 - Intervenção do Pe. Manuel Augusto


Estimados/as amigos,

Desejo começar por agradecer o convite (do António Joaquim Pinheiro) para vos dirigir a palavra neste encontro dos Antigos Alunos, este ano dedicado a celebrar o 50º aniversário dos que aqui entraram no ano de 1966.

Trata-se, por isso, de um encontro (como habitualmente estes encontros são) cheio de memória e de evocações históricas. Talvez, e estando eu a preparar a história dos missionários combonianos em Portugal, que já soma um período de 70 anos, de 1947 a 2017, faça sentido que eu me volte para esta história no momento em que vos falo. E, se tenho que procurar uma expressão que resuma o sentido destas breves palavras, vos proponha que nos perguntemos, brevemente, que lições podemos colher dos primeiros anos da história comboniana em Portugal.

A nossa sabedoria popular diz-nos que a história é mestra da vida. Não tanto porque se repita, pois ela nunca se repete. Mas porque nos ensina as atitudes fundamentais do viver ... ensina-nos uma arte de viver.

Para ela nos voltamos, cada dia, nesta tarefa nunca plenamente cumprida de aprendermos a arte de viver, conjugando os êxitos do passado com os desafios do futuro, sem ter medo do presente, o único tempo que nos é dado para viver, seja onde for, com a idade que for, na situação de vida que for.

E sem ter medo do incómodo de termos que decidir o percurso que as nossas vidas tomam, nas variadas situações do nosso presente, situações que tecem uma história que vem muito de trás, antes de nós, e que continuará num futuro, para além de nós.

Que lições podemos, então, colher da história que começa aqui, no ano de 1947, e que aqui nos traz neste ano?



A primeira, diria eu, é a lição sobre a importância da fé e do sonho. A obra comboniana em Portugal é um milagre de fé, da capacidade de sonhar um futuro. Da fé em Deus e da fé nos talentos e nas capacidades próprias e dos outros, a começar pelas capacidades dos primeiros seminaristas que entraram nesta casa, dos seus familiares, dos benfeitores e amigos da obra comboniana.

O primeiro grupo dos combonianos que aqui chegam, o Pe João Cotta, o primeiro, e os outros que se lhe seguem - os padres Ézio Imoli, Ângelo LaSalandra, Rino Carlesi, Domingos Ena, e os irmãos Elísio Locatelli e António Schiavon – são homens de fé, capazes de ver o invisível, de ter os olhos no que está para vir, para lá do que é. No diário escreveram: “Deixamos a Itália com a bênção de Deus e dos nossos superiores e partimos para Portugal, com o fim de iniciar uma nova presença missionária comboniana. Estamos certos que tudo correrá bem, porque estamos sobre a protecção do nosso querido São José.” Bem precisam da protecção divina, pois chegam a Viseu sem terem casa onde ficar nem meios para a construir.

O nosso poeta, Fernando Pessoa, diz que “o homem sonha, Deus quer e a obra nasce.” O nosso sonho, em sintonia com o sonho de Deus, é importante para que a nossa obra nasça e a nossa vida seja fecunda. No tempo que agora vivemos, deixamos morrer a capacidade de sonhar, de ter desejos fortes para a nossa vida, de acreditar naqueles que dizemos amar. Um olhar retrospectivo sobre a história comboniana, aqui começada, convida-nos a despertar, dentro de nós, a capacidade de sonhar em grande, de acreditar nos outros, de acreditar no Outro com letra maiúscula, em Deus.



A segunda lição é a da pobreza e vem-nos da limitação dos recursos humanos e materiais que acompanha a obra comboniana, sobretudo nos primeiros anos. Poucas pessoas para uma obra grande, gigantesca mesmo, como é a acção educativa naqueles tempos. Poucos meios materiais para a construção deste seminário, que demora bem cinco anos a concluir-se, desde 1948, ano em que é lançada a primeira pedra, e de 1949, ano em que entra o primeiro grupo de seminaristas para a “casa velha” ainda inacabada, até ao ano de 1955, ano em que é completada a capela e inaugurado oficialmente este seminário.

Era “uma luta corpo a corpo com a pobreza e falta de meios,” como alguém então descreve a situação, e os educadores desta casa muitas vezes recordam a frase consoladora de Daniel Comboni, que lhes assegura que “as obras de Deus nascem e crescem aos pés da cruz,” isto é, no meio das dificuldades e das limitações. Espírito de sacrifício e capacidade de adaptação não faltam, em missionários e alunos, sobretudo durante os primeiros anos das obras: “Apertados na capela, apinhados no dormitório, acotovelados no refeitório...,” lamentam-se os missionários no diário.

Esta lição da pobreza é, talvez, aquela que muitos de nós, os alunos das primeiras décadas, entendemos melhor, até porque somos alunos também desta mestra de vida, que é a pobreza. Nascemos todos nos anos a seguir ao fim da segunda grande guerra, uma década em que a sociedade portuguesa jazia prostrada na pobreza social, agudizada pela austeridade, cultural e política, do regime do Estado Novo. As nossas famílias têm em comum a pobreza e as dificuldades desses anos e dessa sociedade. E todos nós passámos pelas estreitezas do tempo que nos deu á luz e conhecemos a luta, dos nossos pais e da nossa geração, para sonharmos e construirmos um futuro diferente. Aqui descortinámos um horizonte novo, o horizonte de Deus, e a beleza da vida entendida como dom e ideal, a que nos entregámos, com uma generosidade purificada pela pobreza e pela falta de meios que nos viram nascer e crescer.

Hoje vivemos numa sociedade da abundância, onde tudo é tomado por descontado e exigido como direito. Construímos muito e demos muitas coisas aos nossos filhos. Mas talvez não conseguimos comunicar-lhes a riqueza maior da vida, que é ensinada pela pobreza: a capacidade de sacrifício e de resistência, a generosidade da entrega a um grande ideal. Precisamos, talvez, de voltar à escola da vida austera, da luta pelos valores que tornam grandes as pessoas e as obras.



A terceira lição vejo-a ligada ao que acabo de dizer: é a lição da gratidão, a Deus e aos outros, pelo que recebemos no caminho da vida. Os primeiros combonianos que habitam esta casa são pessoas sem vergonha para estender a mão, por eles e pelos alunos que educam. Mas antes de conjugar o verbo pedir, em muitas formas e tempos, eles declinam o verbo dar: são pessoas de grande generosidade de espírito e de trato.

Mostram agradecimento e apreço aos seminaristas, aos seus pais e mães que confiam os filhos ao seminário, aos benfeitores e colaboradoras que sustentam o seminário e a educação nele ministrada. Os educadores cultivam este sentimento de gratidão nos alunos: preparam-nos para as cerimónias na capela (os págens, os pueri cantores, os acólitos) e para os serões culturais (as academias) com que abrilhantam as festas dos pais e dos benfeitores. Instilam neles entusiasmo, sentido de beleza e carinho, na intenção de darem, aos pais e benfeitores, algo do que recebem na vida do seminário.

A beleza é a cor da gratidão, pois damos aos outros o que temos de belo. E os pais dos seminaristas, benfeitores e vizinhos desta casa ficam cativados por ela, como regista, inúmeras vezes, o diário do seminário, em referência às festas e encontros aqui realizados nas décadas de 50 e 60.  “Apesar de tudo, não nos faltam as academias, alegres e gostosas, que na sua simplicidade suscitam muito interesse, tanto entre os seminaristas como entre os amigos, vizinhos e benfeitores, que nos honram com a sua presença,” regista o diário, que acrescenta, em relação à academia da Imaculada de 1951: “Foi uma bela novidade o Serão Cultural da Imaculada, que resultou muito bem. Os cânticos e as poesias agradaram muito. Estavam presentes o Senhor Presidente da Câmara de Viseu, com a esposa, que tiveram ocasião de conhecer pessoalmente o ambiente do nosso instituto. Não faltaram a Senhora Viscondessa (de Treixedo) e um bom número de amigos e benfeitores.”



Gostava de concluir esta breve incursão pela nossa história, erigida a mestra de vida por estes breves momentos, pedindo, para quantos aqui estamos, para todos nós alunos desta casa, o dom de abraçarmos a nossa história como ela é. Se a revisitamos e nos familiarizamos com ela, percebemos que ela é caminho que traz novidade e mudança, que nos recria em cada momento presente que vivemos.

A história desta casa, e da obra comboniana em Portugal, é um percurso de mudança, à medida que os anos e as décadas passam, uma mudança sempre a perseguir um sonho de excelência, um ideal. Neste processo de mudança, os muros mestres desta casa ficaram de pé ... mas o resto mudou: as salas de aula, os salões de estudo, as camaratas desapareceram, os corredores perderam altura. De seminário, viveiro de juventude que se abre à vida, a casa torna-se parábola da vida cristã e missionária: porto de mar, baía de acolhida para as caravelas de regresso, espaço simples mas digno para acolher aqueles combonianos que, por razões de idade ou saúde, são forçados, como todos seremos um dia, a recolher os ramos da nossa barca e a deixar que, a empurrar a barca da nossa vida sejam, não já as forças que nos faltam, mas o vento do Espírito que nos conduz para a meta da vida.

No caminho destes 70 anos, nesta casa, porém, há um lugar que permanece intacto, como símbolo e ícone da dimensão que alicerça as nossas vidas e sustenta as mudanças da história: esse lugar é a Capela, lugar do êxtase e da beleza, espaço recolhido que evoca a dimensão espiritual, que oferece sentido às nossas vidas, ao longo das suas histórias. Sim, parafraseando Fiódor Dostoiévski, diremos que “é a beleza que salva o mundo” e as nossas vidas, a beleza de Deus e a nossa, suas criaturas; uma beleza que resgata as nossas histórias do caos que continuamente as ameaça, e nos conduz à realização plena dos sonhos e dos caminhos por onde os imprevistos da história, continuamente, nos unem e nos separam, num desígnio de Amor e de Beleza que só a meta nos desvelará.



Pe Manuel Augusto Lopes Ferreira

Missionário Comboniano

Viseu, 7 de Maio de 2016


Os realces a negrito são da minha responsabilidade
A Pinheiro

domingo, 17 de abril de 2016

ENCONTRO VISEU : 7 DE MAIO DE 2016

Caros Colegas e Amigos

É já no primeiro sábado de maio( dia 7)  que nos reuniremos novamente em
Viseu no super conhecido e famoso Seminário das Missões por onde
passaram velhas e grandes glórias dos Combonianos  e de antigos
alunos... não menos velhos e gloriosos.
Para uns será a saudade, para outros a amizade, para outros a
oportunidade de regresso às origens dos sonhos da nossa adolescência e
juventude e a oportunidade de se encontrar com aqueles com quem se
partilharam esses mesmos sonhos. Sonhos e ideais vividos por muitos mais
noutras casas dos combonianos, Maia,Coimbra, Santarém, Vila Nova de
Famalicão.

Para todos será certamente um convívio de reconhecimento da educação
recebida, do mundo que nos foi aberto quando Portugal se encontrava
ensimesmado e à procura da libertação cultural, e social que nos
permitisse a realização por todos ansiada. Era um mundo novo de
oportunidades que se nos abria, saídos das nossas aldeias mais ou menos
recónditas...apagadas na dureza da sobrevivência campesina ou fabril
das nossas existências.

Reconheçamos a realidade e sejamos gratos ...

Um grande abraço
António Joaquim Pinheiro

ORDEM DE TRABALHOS


09.00/10.00  -  Recepção e Acolhimento

     11.00       -  Reunião Geral com:

                     -  Informações gerais

                     -  Informações sobre o estado da nação Comboniana :

                     Pe. José Vieira ( Provincial) –Orientações do Sínodo e Capítulo Geral dos  

                     Combonianos.   

                     Pe. Manuel Augusto( ex Geral) – Prelúdio da “História dos Combonianos    

                     em  Portugal”, décadas 60 e70.
   
      12.30      -  Celebração da Eucaristia presidida pelo Provincial Pe José Vieira 
                                       

      13.30      -  Almoço . Convívio com vídeos editados pelo José Faria

A reunião, como assembleia geral que também é, pode ser ocasião para renovar os órgãos sociais da Associação. Surja uma lista!!!!!!

APARECE. Traz a família ou outros colegas que tu conheças. VEM CEDO  para fazer render o dia.

Este ano a turma de 1966 e a de 1956 fazem  50  e 60 anos, respectivamente. Seria interessante o reencontro e uma foto de conjunto…50 e 60 anos depois…

Por razões logísticas, agradece-se que até ao dia 5 de Maio confirmes a tua presença por email ou por telefone para um dos seguintes números:


Isidro Almeida – 234198433 – 926493057 – isidro.almeida@gmail.com

Ir. Valentim – 967838001- valentimrodrigues@hotmail.com

António Pinheiro – 252413057 – 918612894 – aspinheiro@clix.pt


Um grande abraço

 Pela Direcção

António Pinheiro



                                                          Vila Nova de Famalicão, 14 de Abril de 2016

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Encontro de antigos alunos da Maia no próximo sábado dia 2 de Janeiro de 2016

De cima para baixo, da esquerda para a direita
Lemos –Heleno – Pedrosa – Manuel – Paixão – Gonçalves – Correia – Carlos Manuel – Joaquim Augusto – Filipe – Lima – Marques

Pe Aparício – Manuel Lino – Pe Urbano – Pe Valdemar – Pe Abílio Simães – Pe Feliz – Ir António – Pe Jorge – Victor Gomes – Brilhante – João Duarte

Jorge – Leopoldo – André – Manuel Gomes – Pacheco – José Coelho – Domingos – Silveira ( faleceu )– Tadeu – José António – Orlando  
Eis aqui uma foto de alguns dos Maiatas que estarão presentes no encontro do próximo sábado. Diz-me o Joaquim Coelho ( de Barcelos) que já há 70 inscritos.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

ECOS DA MAIA 2015



Ó Valentim, não achas que com esta malta toda púnhamos a quinta num brinquinho? ! ?!

RELATO DO ENCONTRO MAIA 2015




Caros Colegas e Amigos

Pouco mais de 15 dias passados sobre o nosso encontro Maia 2015, é tempo para vos fazer um pequeno relato do que se passou tendo, sobretudo, em vista aqueles que por um ou por outro motivo não puderam estar presentes.

Á medida que íamos chegando, fomos recebendo " beijos" e abraços da comunidade ali bem representada pelos irmãos Valentim e Matias, entre outros. Foram muitos os padres que marcaram presença: o Pe Manuel Augusto, o Pe Martins, o Pe Manuel dos Anjos, o Pe Dário, o Pe José Joaquim, o Pe Maravilha, o Pe Claudino,  o Pe Areeira, o Pe Zé…
O dia teve 3 pontos altos em locais de intensa motivação agregadora: o auditório, a capela, e o refeitório.

No auditório procedemos à apresentação da praxe, à lembrança dos ausentes que nos manifestaram vontade de estar presentes e à comunicação das informações pertinentes,  nomeadamente as relativas à actividade da UASP a cuja estrutura a nossa associação pertence  seja como associado seja integrando os seus órgãos sociais como vogal da mesa da assembleia geral.
O Pe Martins, animado e extrovertido como sempre, brindou-nos com um relato à "Zé pacóvio" da sua ida à tropa como capelão militar. Foi de rir do princípio ao fim… Eu acho, aliás, que ele deveria passar esta " peça" a escrito para futuras representações.
O Pe Manuel Augusto deu-nos novas das suas andanças pelas Arábias revelando-nos a existência de comunidades cristãs vivas e empenhadas em terras da Arábia Saudita onde as igrejas "de pedra" estão proibidas e não existem.
Tivemos, depois, o testemunho do Pe José Joaquim como jovem missionário em África, na Zâmbia, onde trabalhou com o Pe Dário.
Pelo meio de tudo isto cantámos como adolescentes as canções da nossa adolescência que o Américo preparou e acompanhou com o seu acordeão.
Durante toda a sessão fomos apreciando as imagens de outros encontros  com que o Faria nos presenteou.

Na capela, à volta do altar, tivemos uma celebração solene e intimista. Aí foi a vez de recordarmos todos os nossos antigos colegas presentes e ausentes, vivos e falecidos, dando graças pelo convívio que nos proporcionaram algures na nossa adolescência e juventude; de recordarmos os nossos antigos colegas espalhados pelos quatro cantos do mundo vivendo a sua vocação missionária.
O Olindo escolheu e ensaiou os cânticos tirando do órgão toda a sonoridade  de que ele era capaz dando o exemplo com a sua voz forte, firme e segura. O Pe José Joaquim, como presidente da concelebração, entusiasmou-se dando-nos uma amostra das suas qualidades vocais.

No refeitório, novamente à volta da mesa, demos largas ao nosso convívio e não só… Voltámos aos cânticos de outrora que cantávamos em ambientes variados entre os quais as matas e carreiros do  empolgante Faleiro ( os mais velhos, claro). Tudo acompanhado pelo Américo e seu inseparável acordeão.
Depois, tiradas as fotos da praxe, perdemo-nos pela quinta em amena cavaqueira até ….ao regresso a nossas casas fazendo juras de não mais faltar a estes reencontros.

 Manifesto a minha gratidão ao Superior da casa da Maia e à comunidade  pelo seu acolhimento, a todos os que colaboraram na organização e animação do encontro, nomeadamente ao Ir Valentim, ao Olindo, ao Américo, ao Pe José Joaquim, ao Faria e aos elementos da direcção da Associação.
Somos  Combonianos…sempre.

Aquele abraço…

Trofa, 17 de Maio de 2015
António Joaquim