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terça-feira, 5 de maio de 2015

50 ANOS DEPOIS...

Em 1965 houve duas turmas de novos alunos que entraram para os seminários dos combonianos: uma em Viseu, outra em Famalicão. Outros tempos...outros chamamentos...outras respostas.
Dessas dezenas de alunos estiveram no nosso encontro da Maia 2015 o pequeno grupo cuja foto aqui fica para a posteridade. Estou perfeitamente convencido de que muitos outros teriam estado certamente presentes
se tivessem tido conhecimento do encontro. Esse é o nosso grande desafio. Fazer chegar até às muitas centenas de antigos alunos que têm a possibilidade de se reencontrarem no 1º sábado do mês de Maio de cada ano no seminário das missões de Viseu ( em princípio).

Da Esq. para a Dta:Brás(V), Albino (V), Octávio(V), Mesquita(F).

domingo, 3 de maio de 2015

MAIA 2015

Foto de grupo do encontro de 2015 na Maia:

 A foto não está completa. Alguns elementos perderam-se pelo caminho. Outros estavam a tirar fotos para os seus arquivos .

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Maia - 2015 - Encontro anual: Programa



Realiza-se já no 1º sábado do próximo mês de Maio, dia 2, o nosso encontro anual na MAIA – Missionários Combonianos.

ORDEM DE TRABALHOS

09.00/10.00  -  Recepção e Acolhimento
     11.00       -  Reunião Geral com:
                     - Apresentação individual
                     -  Informações gerais
                     -  Partilha de vivências em terras de Missão pelo Pe José Joaquim
     
      12.30      -  Celebração da Eucaristia  
                                                  
      13.30      -  Almoço . Convívio .

A reunião, como assembleia geral que também é, pode ser ocasião para renovar os órgãos sociais da Associação. Surja uma lista!!!!!!

APARECE. Traz a família ou outros colegas que tu conheças. VEM CEDO  para fazer render o dia.
Este ano as turmas de 1965  fazem 50 anos de entrada para o seminário de Viseu e de Vila Nova de Famalicão e 60 a turma de 1955 de Viseu. Seria interessante o reencontro e uma foto de conjunto…50 e 60 anos depois…
Por razões logísticas, agradece-se que até ao dia 30 de Abril confirmes a tua presença por email ou por telefone para um dos seguintes números:

Isidro Almeida – 234198433 – 926493057 – isidro.almeida@gmail.com
Ir. Valentim – 967838001- valentimrodrigues@hotmail.com
António Pinheiro – 252413057 – 918612894 – aspinheiro@clix.pt

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Encontro Anual Maia 2015

Caros amigos e colegas
O encontro deste ano será na Maia por indisponibilidade da casa de Viseu para nos receber no 1º sábado de maio devido a compromissos internacionais. Nada de novo. Já lá realisamos um ou dois encontros. O Ir. Valentim e a comunidade da Maia tudo farão para que nos sintamos bem.
Este ano há muitos colegas nossos que fazem 50 anos da sua entrada no seminário em Viseu e em Famalicão. Seria interessante que conseguíssemos reunir todos estes colegas para celebrarmos em conjunto esse feito que, certamente, foi  muito significativo para muitos de nós.
O Isidro conseguiu fazer uma lista desses colegas que em 1965 franquearam as portas do seminário de Viseu e de Vila Nova de Famalicão. Desconhecemos o paradeiro de muitos deles. Pode ser, porém, que por um processo em cadeia se consiga chegar até eles instigando-os a aparecer. Essa será a tarefa de cada um de nós para as próximas senanas. Vamos a isso.
Aqui vão as listas:


  
                   VISEU

Adriano Santos Marra
Ourisinho-Penedono
Agostinho Lacerda Pinto
Penso-Sernancelhe
Aires Francisco Pires Casegas
Unhais da Serra-Covilhã
Alberto Oliveira Silva
Lamosa-Sernancelhe
Albino Manuel Alexandre Martins
S.Pedro do Sul
Alfredo Marques Ferreira
Vila dum Santo-Cota-Viseu
Amândio Santos Marcelino
Paravelha-M.Beira
Amândio Santos Marques
Codeçais-Mões-C.Daire
Américo Costa Cardoso
Campo-Viseu
António Andrade Correia
Penaverde-A.Beira
António Fernando Abrantes Viegas
Várzea de Meruge-Seia
António João Sousa
Terranho-Trancoso
António José Martins Ribeiro
Mourilhe-Mangualde
António Lemos Mota
Forles-Sátão
António Saraiva Lopes
Pedrosas-Sátão
António Viegas Cabral
Tragos-Mangualde
Armando Oliveira Almeida
Calde-Viseu
Armindo Ribeiro Cardoso
Cerdeira-Touro-V.N.Paiva
Belarmino Almeida Silva
Calçada-Lamego
Caio Sequeira Santos
Qta Paulo Lopes-Sernancelhe
Carlos Augusto Morgado Ferreira
Terranho-Trancoso
Carlos Carmo Vitorino
Arguedeira-Tarouca
Carlos Francisco Antunes
Baraçal-Sabugal
Fernando Gomes Santos
Ariz-M.Beira
Fernando José Pereira Borges
V.N.Tazem-Gouveia
Francisco Ferreira Figueiredo
Antas-P.Castelo
João Dias Frias
Lamosa-Sernancelhe
João Luís Jesus Silva
Alhais-V.N.Paiva
Joaquim Fernando Ricardo
Urgueira-Sabugal
Jorge Alberto Almeida Durão
Vila Nova Do Campo-Viseu
José Alberto Sousa Robalo
Soito-Sabugal
José Balula Marques
Vila dum Santo-Cota-Viseu
José Carlos Fonseca Almeida
Rossas-C.Daire
José Carlos Fonseca Ferreira
Alhais-V.N.Paiva
José Gonçalo Rodrigues Castro Coelho
Pindelo-Viseu
José Gonçalves Brás
Castanheira do Jarmelo-Guarda
José Gonçalves Travancinha
Moita-Sabugal
José Joaquim Gonçalves Alexandre
Castanheira do Jarmelo-Guarda
José Joaquim Lopes Amâncio
Vide-M.Beira
José Manuel Anjos Lopes
Guilheiro-Trancoso
José Manuel Marques Luzio
Leomil-Almeida
José Maria Rodrigues Lomba
Póvoa de Varzim
Júlio Marques Renca
Urgueira do Jarmelo-Guarda
José Martins Igreja
Castanheira do Jarmelo-Guarda
José Joaquim Gonçalves Alexandre
Castanheira do Jarmelo-Guarda











Luís Monteiro Pontes
Castro Daire
Manuel Afonso Sousa
V.N.Paiva
Manuel Augusto Gata Adem
Malhada Sorda-Almeida
Manuel Avelino Ribeiro Silva
Magueija-Lamego
Manuel Baptista Soares
Enxames-Fundão
Manuel Domingos P. Monteiro Ramos
Devesa do Jarmelo-Guarda
Manuel Fonseca Cunha
Prados-C.Beira
Manuel Joaquim Marques Simões
Arões-V.Cambra
Manuel Ribeiro Cardoso
Ucanha-Tarouca
Manuel Rodrigues
Fornelo-O.Frades
Manuel Silva Marques
Amoreira-Almeida
Octávio Alexandre Ramos Sousa
Gulfar-Trancoso
Raul Sousa Pereira
Lamaceirão-Pinhel
Sílvio Almeida Oliveira
Soutelo de Mões-C.Daire
Vitorino Monteiro Luzio
Leomil-Almeida





               FAMALICÃO


Abílio Vieira Carvalho                                  Macieira – Barcelos
Adélio Ferreira Santos                                   Macieira – Barcelos
Albino Vale Nogueira                                   Vila Cova – Barcelos
Alexandre Agostinho Azevedo Cruz                        Ribeirão – Famalicão
Álvaro Cardoso Cunha Pereira                      Delães – Famalicão
Álvaro Jordão Bastos Azevedo                     S. Romão de Arões – Fafe
António Faustino Araújo Ferreira Marques   Ruivães – Famalicão
António Ferreira Peixoto                               Tadim – Braga
António Joaquim Oliveira Barros                  Louro – Famalicão
Arlindo Miranda Rosa                                   Palmeira Faro – Esposende
Armindo Albino Matos Sá                            Vila Cova – Barcelos
Armindo Miranda Cunha                              Nine – Famalicão
Artur Lima Silva                                            Lourosa – Feira
Cândido Nuno Silva Oliveira                                    S.Tiago Outiz – Famalicão
Carlos Alberto Barbosa Silva                        Macieira – Barcelos
Domingos Jordão Bastos Azevedo               S. Romão de Arões – Fafe
Domingos Silva Cardoso                               Ronfe – Guimarães
Domingos Silva Sá                                        Vila Cova – Barcelos
Fernando Mata Neto                                     Palmeira – Esposende
Fernando Mesquita Seixas                            Rates - Póvoa Varzim
Guilherme Faria Silva                        Ronfe – Guimarães
Hilário Rodrigues Carvalho                           Escudeiros – Braga
Joaquim Abel Ramos Freitas                         Pedome –Famalicão
Joaquim Jesus Alves Gomes                          Sequeiro – Braga
Joaquim Ribeiro Baptista Oliveira                 Ronfe – Guimarães
Joaquim Silva Carvalho                                 Telhado – Famalicão
José António Dias Ribeiro Sampaio              Delães – Famalicão
José António Ferreira Silva                           Parada Sibães – Braga
José Elísio Cardoso Sousa Lobo                   Ronfe – Guimarães
José Sousa Abreu                                          Ruivães – Famalicão
Manuel António Campos Dias                      S. Mart. Bougado –Sto Tirso
Manuel Martinho Oliveira Araújo                 Nine – Famalicão
Paulino Couto Silva                                       Ribeirão – Famalicão
Serafim Marques Ferreira                              Sande- Guimarães



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Reencontro de Viseu - 2014 9

Mais uma particularidade a destacar no nosso reencontro deste ano : O hastear da bandeira da Associação no átrio da Casa de Viseu junto do busto de Daniel Comboni. Como já referi noutra mensagem temos duas bandeiras da Associação dos Antigos Alunos Combonianos colocadas  uma na casa de Vila Nova de Famalicão, onde funciona a sua sede, e outra agora em Viseu, Casa Mãe dos combonianos em Portugal e primeiro seminário comboniano.
Aquando da nossa reunião geral o Pe Cegarini não quis deixar de fazer alusão à bandeira e de a saudar.

terça-feira, 10 de junho de 2014

REENCONTRO VISEU 2014 - 8

Mais uma particularidade do nosso reencontro deste ano. Nos últimos anos e dado que o pessoal vai envelhecendo, não tem havido muita propensão para futeboladas... O que tem surgido é alguma vontade de reafinar gargantas com aquelas velhas cantigas dos tempos de diversão no Faleiro e outras. Pois é. O P.e António Martins assumiu com aquela forma que lhe ficou dos tempos em que interpretava com mestria o papel de " Zé Pacóvio", o animador de serviço acompanhado ao acordeão pelo artista consagrado Américo de Esposende. O Pe Martins, porém, não esteve só!... O Pe Cegarini mostrou a sua juventude de espírito e desafiou toda a gente a cantar consigo. Foram momentos muito agradáveis de regresso aos verdes anos da nossa adolescência.....
O Pe Martins partilhando os seus dotes de animador com o Pe Francisco tamborilando o ritmo musical...

Grande Américo.......

Vejam só...Que alegria.....

Que juventude......

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Reencontro Viseu 2014 - 7

O Caseiro Marques (1963) a dizer que tem dificuldade em reconhecer-se na foto..........

Como sabem todos os nossos reencontros têm particularidades interessantes e que merecem ficar registadas. De entre essas particularidades gostaria de realçar hoje uma que, embora não sendo inédita na substância, o foi na forma. Em anos anteriores o Sebastião Morgado (1963) partilhou connosco a " pomada " ( e que pomada !) que produz lá para os lados do Touro. Este ano não pôde aparecer, mas espero que, com pomada ou sem pomada, ele regresse aos reencontros com aquela  jovialidade e sonoridade que lhe são muito características.
Este ano foi o Caseiro Marques (1963) que também se lembrou de nos presentear com um produto da sua quinta lá para os lados do Douro. Trouxe duas garrafas de genuino "vinho fino" da sua melhor produção e leiloou-as dividindo o resultado desse leilão entre a Casa de Viseu e a Associação. Foi pena as condições sonoras do refeitório não terem permitido uma participação maior no leilão apesar dos esforços que o Caseiro Marques fez. Gostei da ideia e quem sabe se outras surgirão por forma a enriquecermos os reencontros tornando-os também momentos de partilha material.  Esta tem sido, aliás, a prática dado que  o que sobra do pecúlio arrecadado do almoço ( para além de custear os almoços do padres e irmãos presentes) tem sido distribuido da mesma forma. Claro que a partilha emocional é o mais importante e só por esta os reencontros têm toda a razão de ser.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Encontro Viseu - 2014 - 6

Como sabem o tempo do nosso encontro é sempre muito curto; montes de coisas ficam por fazer, muitas conversas por concluir e algumas comunicações ....ficam no papel. O Fernando Paulo fez-me chegar uma comunicação que levava preparada e que gostaria de ter feito. Corrijo. Ela foi feita mas em ambiente muito restrito porque já fora de horas. Aqui vai para quem gostar :


DA POESIA E DOS POETAS... AO MODO DE VIVER
EM PERMANENTE ACTO POÉTICO...

quem resiste e a si se nega...
faz-se voz universal
dos caminhantes eternos!...

A. Oliveira Cruz: Canto Inaudito,
Lisboa, Edições Piaget, 2014, pág. 54).

CREIO QUE A POESIA, ESSA ALUMIANTE ESTRELA, ENTRE AS MAIORES, NO
FIRMAMENTO DA INSTAURAÇÃO CRIADORA DOS SENTIDOS POLARES DO MUNDO, inspiradora de todos os sonhos, preservadora de todas as esperanças e propulsora dos mais fulgidos
e fascinantes encantamentos em toda a esfera da saudade e do desejo do por-ser que quer Ser, ser-se quer,
 CREIO, INABALAVELMENTE, QUE ESSA CINTILANTE «ESTRELA D’ALVA» DOS SUBLIMES
 RUMOS DA HUMANA TRANSCENDÊNCIA, JAMAIS SE APAGARÁ DO CORAÇÃO DOS
HOMENS, ENQUANTO A VOZ IRRESIGNADA E INSUBMISSA DE UM SÓ POETA SE ERGUER NA
ÁGORA PARA CANTAR A IRREVOGÁVEL PRESENÇA DE HOMERO NA CIDADE, perpetuando, com a sua lira ou sua harpa e os seus poemas, ou seja, com a maviosidade quente e pura do seu canto, o
nosso local e universal livro do destino e preservando, na lápide do Tempo, o sagrado e
inexaurível thesaurus da nossa incontornável e intransferível humanidade...
Foi assim que, em sintonia com a ancestral “tradição” que, pelo menos, desde o já
referido e lendário Homero da Ilíada e da Odisseia e o bíblico Salomão do Cântico dos
Cânticos, OS POETAS FORAM VISTOS COMO OS DIVINOS E PRIMIGÉNIOS PAIDEUTAS E
ARQUITECTOS DA PÓLIS E DA DIVINA “HUMANITAS” DO SER HUMANO QUE TODOS SOMOS, facto que nos deve motivar a todos A ESTAR NA VIDA EM PERMANENTE ACTO POÉTICO...
Mas, PORQUE SOMOS FRUTO E PERTENÇA DE UMA INCOMPARÁVEL FAMÍLIA E
INSTITUIÇÃO DE DIMENSÃO PLANETÁRIA — A FAMÍLIA E INSTITUIÇÃO COMBONI —,impõe-se-nos a todos nós o urgentíssimo retorno à nossa antrópica divindade genuína e prístina; torna-se
imprescindível escutar as vozes proféticas, sóficas e poéticas que irrompem do passado, nascidas
da pureza e dos abismos fundacionais do ser; seguir de novo a «lição» ética, civilizacional e
inter-culturalmente forte dos «Grandes Mestres», daqueles «Mestres de Estofo e de Estatura» de
que nos fala George Steiner nas suas Lessons of the Masters1, com a consequente recusa do que
não presta, do que não tem elevação, nem sentido, nem grandeza e a permanente assunção de
uma inconformada libido sciendi (2), de um insaciável e insaturável desejo do Saber, de uma
aturada e sofrida ascese melhorativa e de uma inextinguível, porque sempre jovem, paixão pelo
intranscendido Legado dos Studia Humanitatis, o mesmo é dizer, da Magna Charta Sapientiae et
Humanitatum — Legado esse que, nesta CASA, nos começou a ser transmitido e inseminado!...
Pois bem: em nome desse Legado, de fundo arquetípico e paradigmático, seja-me
permitido registar no quadro ou no écran da fraternal partilha, com a respeitosa atitude que
sempre importará assumir perante tudo quanto nos ultrapassa, AQUELA MESMA ESTELAR E
ORIENTADORA «RECOMENDAÇÃO» que vai no sentido da humildade, da serenidade, da paciência
e da persistência que o próprio Steiner foi buscar a Heidegger:

QUEM QUISER RESPOSTAS, GUARDE SILÊNCIO;                                                                           QUEM BUSCAR PERGUNTAS, LEIA POESIA ( 3)...

Protagonistas, como os Poetas, do verbo fundador, estruturante, energético, sedutor,
sábio, artístico, alumiante, augural, profético e poiético e «porque a realidade profunda da
palavra é o espírito que nela mora ou o espírito que por ela passa», então, a sua palavra — A
Palavra Poética e Alumiante — poderá configurar, com Vergílio Ferreira (4), por uma lado, a
«furtiva correlação de referências que nos orientam do filósofo ao poeta, ao homem
quotidiano», e, pelo outro, a «mágica e real (...) tessitura que em si mesma se resolve (...) para
nela sermos a totalidade do que somos com a aventura do desconhecido e o apelo do mais que nunca é»...
E quem sabe?... Com ela no coração puro e sereno e na mente sem maldade e sem
pecado e inspirados naquela mesma «arte de roseira» que leva Herberto Helder a trazer para
dentro da morada quente, luminosa e fascinante de seus fabulosos poemas as crianças que há no
mundo... vindas das mais diversas lunações... a correr com braços e cabelo... como se movessem
água... todas metidas no vento..., RETORNEMOS, ENTÃO, AO TEMPO DA CRIANÇA QUE FOMOS E
QUE CONTINUA A HABITAR DENTRO DE NÓS, retornemos, então, a esse tempo, através do fascínio
do seguinte POEMA:

«Não cortem o cordão que liga o corpo à criança do sonho,
o cordão astral à criança aldebarã, não cortem
 o sangue, o ouro. A raiz da floração
coalhada com o laço
o centro das madeiras
negras. A criança do retrato
revelada lenta às luzes de quando
se dorme. Como já pensa, como tem unhas de mármore.
Não talhem a placenta por onde o fôlego
do mundo lhe ascende à cabeça.
A veia que a liga à morte.
Não lhe arranquem o bloco de água abraçada aonde chega
braço a braço. Sufoca.
Mas não desatem o abraço louco.
Move a terra quando se move.
Não limpem o sal na boca. Esse objecto asteróide,
não o removam.
A árvore de alabastro que as ribeiras
frisam, deixem-na rasgar-se:
— Das entranhas, entre duas crianças, a que era viva
e a criança do sopro, suba
tanta opulência. O trabalho confuso:
que seja brilhante a púrpura.
Fieiras de enxofre, ramais de quartzo, flúor agreste nas bolsas
pulmonares. Deixem que se espalhem as redes
da respiração desde o caos materno ao sonho da criança
exacerbada,
única.» (5)

Viseu, 3 de Maio de 2014.


 1 Cf. George Steiner: Lessons of the Masters, Cambridge/Massachusetts, Harvard University Press, 2003 (segui a tradução
espanhola: Lecciones de los Maestros, Madrid, Ediciones Siruela, 2004, especialmente, 169 ss, e a tradução portuguesa: As
Lições dos Mestres, Lisboa, Gradiva, 2005, especialmente, 145 ss). Cf. também George Steiner: Lessons of the Masters,
Massachusetts – Cambridge, Harvard University Press, 2003
2 «A libido sciendi, o desejo insaciável de conhecer, a ânsia profunda de compreender, está gravada no que de melhor há nos
homens e nas mulheres. Tal como é a vocação de professor. Não há arte mais privilegiada. Despertar num outro ser humano
poderes, sonhos que estão para além dos que nos são próprios; induzir nos outros o amor por aquilo que nós amamos; transformar
o presente interior de cada um no seu futuro: eis uma tripla aventura que não é comparável a mais nenhuma outra.» [Ou como
vem escrito no original: «Libido sciendi, a lust for knowledge, an ache for understanding is incised in the best of men and
women. As is the calling of the teacher. There is no craft more privileged. To awaken in another human being powers, dreams
beyond one’s own; to induce in others a love for that which one loves; to make of one’s inward present their future: this is a
threefold adventure like no other»]. Cf. Georges Steiner: Lessons of the Masters, op. cit., págs. 183-184.
3 Idem, ibidem, pág. 113.
4 Cf. Vergílio Ferreira: Invocação ao meu corpo, Lisboa, Bertrand, 21978: 295, 298-299.
5 Herberto Helder: Ou o Poema Contínuo [Última Ciência], Lisboa, Assírio & Alvim, 2004: págs. 430-431.

Encontro Viseu - 2014 - 5

Mais umas fotos do nosso memorável  encontro do passado dia 3 de Maio. Estas foram enviadas pelo Camilo que se deslocou das Espanhas até Viseu para este reencontro:

Reunião geral....
Foto de grupo....ainda que com muitos ausentes...
Uma abrangente foto da reunião magna....
Celebração eucarística.....

terça-feira, 13 de maio de 2014

Encontro Viseu - 2104 - 4

Mais umas fotos do nosso memorável encontro do passado dia 3 de maio:

A recepção supervisionada pelo Ir Matias......
O Laureano lendo o seu poema ...in memoriam dos ausentes.
Cantando o hino " Nós somos combonianos..."
A celebração da Eucaristia.....