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domingo, 27 de janeiro de 2019

No Sudão, deixei pessoas famintas, feridas ou mortas - Pe. Feliz da Costa


Estou em Roma há dois dias. Em Cartum deixei multidões de pessoas atrapalhadas, famintas, cansadas, feridas ou mortas na rua sem poderem ser sepultadas dignamente…
E eu escapei. Sim, não só escapei do meio da multidão mas também do Sudão propriamente dito. Tinha, de facto, o bilhete marcado para quinta-feira, 17 de janeiro, às 3h00 da manhã: Cartum-Roma...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Primeiro Natal em Moçambique 03 de Janeiro de 2018

Nas vésperas de Natal quase que só me apercebia da sua proximidade cada vez que ia rezar e ‘dava por mim’ a folhear a Liturgia nas páginas do Advento...
Mas, este ano, o Menino Jesus trouxe-me esta aprendizagem: o Natal não é ornamento. Ao nosso redor pode parecer Natal, mas nunca o será se ele não estiver já dentro de cada um de nós. O Natal é, também, movimento, uma itinerância. Temos sempre de caminhar para o encontrar. Se queremos ver uma ‘grande luz’ temos de nos levantar e partir; temos de ir ao encontro das manjedouras onde se encontra o sofrimento humano; temos de voltar ao estaleiro onde nos deparamos com a simplicidade; temos de regressar ao presépio onde a esperança de Deus e a esperança da humanidade se encontram – mas, com a confiança de que, entre o silêncio e a palavra que procuramos, uma estrela nos guiará, sempre...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

DITOSO FALEIRO

A MELHOR ESTÂNCIA DE FÉRIAS EM PORTUGAL nas décadas de 60,70 e 80 do século passado...

Fui ao Faleiro com uns amigos que têm casa em Arcozelo das Maias. Andamos por lá duas horas. Tudo num abandono total. A casa do caseiro degradada e cheia de silvas. A casa do capitão, segundo informações no local, ficará quase submersa. A casa toda vandalizada. Tem ares de que foi um aviário. 
Não sei a quem pertence neste momento. 
Hoje este espaço vale muito dinheiro. 
Vim de lá com um enorme nó na garganta.
É a vida. Em frente.
José Lázaro

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pe António Ino - SANTO NATAL

Pe Ino à direita na foto com as suas históricas barbichas

Caros colegas e amigos

Estamos em tempo de Natal, tempo de renascimento, de recuperação de forças, tempo de grandes emoções sejam elas quais forem; tempo de alimentar o presente e enfrentar o futuro com as boas recordações do passado, dos natais da nossa adolescência e juventude, da azáfama na construção do presépio monumental, na preparação das celebrações festivas, no ensaio dos angélicos cantos natalícios e...na expectativa de um regresso ainda que curto ao seio da família. Tudo isto foi vivido em comum por várias gerações de antigos alunos.
Hoje sabe bem recordar...

Por falar em recordar...
Sabem que o nosso muito querido Pe. António Ino se encontra em Viseu vivendo os seus oitenta e cinco anos de vida. E continua a fazer projectos... Há poucos dias confidenciou ao José Luis (1959) que gostaria de no próximo verão revisitar as missões de Moçambique onde trabalhou alguns anos, andando a juntar os tostões necessários à viagem para não afectar os recursos da comunidade. Lembrou-se o José Luis, logo secundado pelo Isidro, que essa poderia ser um prenda dos antigos alunos, nomeadamente daqueles de quem ele foi prefeito, reitor, superior, director espiritual e compagnon de route. A conta a utilizar para isso será a da Casa de Viseu, NIB 003300000548061000196, e cada um poderá transferir o que entender. Aquando da transferência deverá ser remetido um email ao superior da Casa de Viseu, Pe Francisco Medeiros, ( viseu@combonianos.pt), com a indicação de que a transferência realizada tem aquele objectivo. No nosso encontro de Maio 2016 poder-se-á fazer um ponto da situação.

Que acham da ideia? O Pe António Ino merece isso e muito mais....
Mãos à obra e...UM SANTO NATAL PARA TODOS.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pe. ALBERTO´S SHOW ON TV

No
passado dia 4 de Dezembro, sexta feira, o nosso colega Pe Alberto deu um show no canal 3, Sic.

O comboniano Padre Alberto Vieira esteve no programa Grande Tarde, da SIC, para contar a sua história e animar a tarde de toda a gente.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

FELIZ ANIVERSÁRIO

 
 
A propósito do aniversário que hoje celebra o Pe Carlos Naldi ( os meus parabéns pelos seus 85 anos) encontrei esta foto de 1959 onde se encontram muitos nossos antigos colegas e os seus formadores. Identifico muitos. Outros já me não lembro dos seus nomes. Um abraço para todos os vivos. Um até breve... para todos os outros.
 
 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pe. Francisco Machado - Rumo ao GANA



Depois de umas " curtas" férias entre nós para retemperar forças e celebrar em família os 25 anos da sua ordenação sacerdotal, o nosso colega Pe. Francisco Machado despediu-se de Portugal para retomar o seu trabalho no Gana. A despedida foi feita na Maia coincidindo com a festa da Comunidade local. Os colegas de turma do Pe. Francisco resolveram fazer-lhe uma surpresa e aparecer em força na Maia para lhe dar um abraço. O Coelho de Barcelos foi a força motriz deste movimento que congregou elementos das turmas de 77, 78 e 79. Foi pena não estarem todos, mas o óptimo é inimigo do bom.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Sabugal festeja seus consagrados


Onde há consagrados há alegria

"No dia 19 de Setembro de 2015, realizou-se o «Encontro de Consagrad@s», clero e familiares do Concelho de Sabugal. Foi um dia de alegria, boas recordações e muita esperança.


Reuniram-se cerca de 200 pessoas, entre elas 80 religiosos, religiosas e clero do concelho. A festa celebrou-se no contexto e respondendo aos objectivos do Ano da Vida Consagrada proclamado pelo Papa Francisco.
....
P. Carlos Alberto Nunes, MCCJ
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Francisco Machado - 6 da Setembro Dia de festa



"Calma....Há lugar para todos os que quiserem estar presentes..."Parece dizer o Pe. Francisco Machado. "Basta que levem um farnel para partilharem. Isso, porém, que não seja impeditivo da vossa presença. Arranjar-se-ão sempre algumas azeitonas e um copo de vinho...."

sábado, 29 de agosto de 2015

FRANCISCO MACHADO - 25 ANOS POR UMA CAUSA






O nosso colega e amigo, Francisco Machado, convida-nos para celebrarmos com ele os 25 anos de entrega a uma causa, ao ideal comboniano. Missionário no Gana, veio cá para, entre outras coisas, juntar a família e os amigos para com eles celebrar e renovar propósitos assumidos há 25 anos atrás.
Estamos todos convidados, sobretudo os seus antigos colegas de turma, para nos juntarmos a ele no próximo dia 6 de Setembro na sua terra natal, BRITO, Guimarães.
A Pinheiro

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pe. Francisco Machado - 25 anos de Sacerdote

OLA, amigo
Paz e bem.
Depois de um período na missão, Cá me encontro em Brito, Guimarães, minha terra natal, a descansar em casa de minha mãe e a preparar o meu Jubileu Sacerdotal: vinte e cinco anos de dedicação a DEUS e aos valores do Seu Reino. Sim,  sou um homem frágil e pobre mas que procura conhecer,  amar, servir e testemunhar o amor e a misericórdia do nosso DEUS.
Assim, no Domingo, dia seis de Setembro será a celebração das minhas bodas de prata sacerdotais aqui na paroquia de Brito, Concelho de Guimarães, Diocese de Braga. 
As 10 horas da manhã teremos a Eucaristia
e no fim um piquenique no salão paroquial de Brito. 
Cada um trará a sua refeição e faremos um convívio na partilha. Nos alegraremos juntos como Igreja de DEUS em Festa.
Este convite amigo e sincero t como objectivo fazer festa e festejarmos a nossa alegria pelos dons do sacerdócio e da amizade. 
Desde já a minha profunda gratidão pela amizade, pelo carinho.
Sempre unidos na amizade e na oração.
P. Francisco Machado

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Francisco José de Sousa Machado
Paroquia de Brito
Concelho de guimarães





quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Agosto e Faleiro - SINÓNIMOS


Para os jovens que frequentaram os seminários combonianos  nos anos de 54 a perto dos anos 70 do século XX Agosto era sinónimo de FALEIRO. Era um mês de aventura, de passeios pelos montes e pela serra, de banhos no rio Vouga, de grandes momentos de oração pelos pinheirais, de muita actividade artística ( teatral e musical), de muito convívio .....
Claro...havia sempre alguns com o compromisso de melhorar uma ou outra disciplina....mas respirava-se um ar diferente....
Boas férias para todos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Concursos: conhecimentos gerais

Os jogos baseados em promover conhecimentos gerais,  normalmente sobre campos de misão , actividade missionária e a vida em geral da Igreja,  para além de temas culturais mais generalistas, faziam parte da actividade cultural que nos era proporcionada. Havia concursos do género de " quem quer ser milionário" em que as motivações e os prémios eram naturalmente outros.
Mas era assim que ocupávamos  alguns dos nossos tempos livres de muitos fins de semana  e era uma estratégia bem conseguida para ficarmos a conhecer muita da actividade missionária dos combonianos. Recordo-me de ter tomado conhecimento, então, da existência da missão de Carapira que como foi já  referido noutro post, está a celebrar o aniversário da sua fundação. Foi no decorrer de um destes concursos que o Luis Marques dos Santos de Abraveses ( 1958) ficou a ser conhecido como " um homen sério".

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Outono: Época das colheitas 2

A quinta era o grande fornecedor de frescos, legumes e algumas frutas,  para o consumo do seminário. Os cereais eram para a alimentação dos animais: bois,vacas,  porcos e galinhas. O vinho destinava-se ao consumo da casa. Daí que cada uma das casas se encontrasse implantada numa quinta de maior ou menor dimensão. Assim acontecia com a Maia e com Vila Nova de Famalicão. Em Famalicão e na Maia havia mesmo noviços ou escolásticos encarregados de sectores particulares no âmbito da exploração agrícola. O " Ora et Labora" de S. Bento impregnava a vida dos futuros religiosos. Por outro lado toda esta actividade funcionava também como forma de aquisição de conhecimentos para a actividade em terras de missão onde as comunidades tinham que lançar mão de explorações agrícolas como forma de autosutento e de desenvolvimento social local.
Habitantes naturais das quintas eram as imagens de S. José e de Nossa Senhora. Nossa Senhora tinha sempre um lugar privilegiado: em lugar de destaque e em nicho de grande dimensão. No mês de Maio o nicho de Nossa Senhora era ponto obrigatório de oração diária como, aliás, acontecia nas festas litúrgicas a Ela dedicadas. Em Famalicão o nicho de Nossa Senhora ficava na desembocadura de um túnel de buxo com muitas dezenas de anos , senão mesmo algumas centenas. Com o desenrolar dos tempos...foi, talvez,  transformado em botões.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Outono: época das colheitas

O seminário das missões de Viseu integrava-se numa bela quinta às portas da cidade : a quinta do Viso. Hoje foi já abraçado por essa mesma cidade fazendo parte do núcleo urbano e o povoado em volta deu origem a uma nova paróquia. Setembro e outubro começavam com grande azáfama agrícola. Era preciso dar uma ajuda nos trabalhos da quinta. Recolher o milho e fazer a vindíma eram duas actividades que exigiam muita mão de obra. Eram também actividades nada alheias à maior parte dos alunos. Quando o outono era muito chuvoso era frequente ter que utilizar os largos e compridos corredores para secar o milho. E a vindima era uma animação. O Ir. António era o encarregado da quinta que geria com desvelo, pois havia muitas bocas a sustentar. O Ir. Matias, o Ir. António Borges foram sucedendo ao Ir António na orientação dos trabalhos agrícolas. Por esta altura a adega enchia-se de vida e os alunos lá se divertiam enquanto se recordavam da vida dura de muitos dos seus familiares no campo. O P.e António Ino era um dos apaixonados pela vida ao ar livre. E como era o prefeito dos mais velhos era quem dispunha de mais mão de obra para esse tipo de lides. Recordo-me de um episódio engraçado ( por ter terminado bem) no decorrer duma dessas actividades. Andava eu e mais 3 ou 4 em cima de um carro de bois. No regresso ao campo lá íamos nós todos animados quando os bois se assustam e desatam em correria maluca pelo caminho da quinta que sai da adega. Lembro-me de a meio do caminho se "prantar" o Pe António Ino fazendo frente aos bois gesticulando de braços no ar. O que é certo é que os bois pararam a corrida. Alguns de nós já tínhamos saltado do carro em movinento. Ninguém se magoou, mas foi um susto do caraças.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mudanças de Rumo 2

Saídas do seminário como as que vos relatei da última vez aconteciam volta e meia. Sobre elas era guardado o mais ruidoso silêncio! Nada de comentários. Parece que havia o receio que a moléstia se propagasse. Claro, isto acontecia naqueles anos mais penumbrosos . Mesmo assim, nós entendíamos que os seminário religiosos já eram muito abertos a alguma modernidade por comparação com o que se passava com os seminários diocesanos. O facto de a maioria dos padres e prefeitos serem italianos contribuiu para que esta abertura se fizesse mais cedo. Quase todos eles tinham já experiências internacionalistas e interculturais. Mas uma das coisas que se manteve por alguns anos e que contribuiu para experiências menos agradáveis nestas mudanças de rumo, sendo até causa de alguma revolta, era o ostracismo a que muitos destes colegas eram votados. Desde logo pelos superiores do seminário que não gostavam de os ver por perto não facilitando por vezes a sua reintegração escolar nas escolas oficiais. Aliás o próprio Estado se encarregava de criar dificuldades, não reconhecendo habilitações. Salazar em conluio com Cerejeira! Quase que parecia vigorar a ideia de que quem saísse teria que sofrer um castigo por isso. Há alguns colegas que demoraram anos a ultrapassar alguma revolta interior pela forma como foram tratados quando , por decisão própria ou alheia, tiveram que mudar de rumo. Eu ,felizmente, não tive essa experiência.
Há dias falei-vos do meu mestre de barbearia, o Luis Afonso. Foi ordenado padre. Alguns anos depois e estando em Itália, quis fazer uma experiência fora da congregação. Parece que só encontrou dificuldades pela frente. Acabou por sair e hoje é um bem sucedido empresário turístico em Milão ,se não me engano. A revolta pela forma como foi tratado durou anos e deu origem a um pequeno livro ( Expulso da Liberdade) que colocarei por email à vossa disposição para leitura. Este livro é uma espécie de catarse que o Luis Afonso tenta fazer para se reencontrar com o seu passado. Há muitos anos que não estou com ele. Talvez desde 1963. Imaginam, portanto, qual seria a minha satisfação se ele aparecesse num dos nossos próximos encontros. Eu espero que tal aconteça. Foi ele que me ensinou a poupar as orelhas do saudoso Pe Poda. Revisitaremos com prazer momentos de outra época, que ,apesar de tudo, muito contribuiram para sermos os homens que hoje somos.
O Luis Afonso é o 4º do banco a contar da direita

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Mudanças de Rumo 1

Tal como diz o Evangelho, muitos eram os chamados e poucos os " escolhidos"... Com tamanho arrebanhamento de jovens em início de adolescência (entravam 3 a 4 dezenas por ano), era natural que a "peneira" fosse funcionando ao longo dos anos. A iniciativa , os critérios , a forma e o tempo em que a "peneira" funcionava é que causava ,por vezes, estranheza. Muitas vezes ao próprio que era apanhado de surpresa...pelo menos assim o fazia crer por palavras e por actos. Ao longo da minha longa vivência no seminário pude constatar situações um tanto ou quanto surpreendentes. Uma vez, havíamos passado uma daquelas tardes esplendorosas num dos montes das cercanias do seminário onde nos tínhamos entregado a um daqueles jogos de guerra que nos empolgavam. Duas equipas em que cada elemento tinha um número na testa, procuravam aniquilar-se uma à outra lendo em alta voz o número do adversário que encontrava pela frente. "Morria" quem permitisse, pela sua exposição, que o seu número fosse corretamente lido. Ganhava a equipa que "matasse" todos os seus adversários. Era um dos jogos de que mais gostava. Permitia que corrêssemos à brava pelo meio dos pinheiros e giestas; algum convívio de grupo enquanto, depois de "mortos", esperávamos o desfecho da batalha. Chegávamos a casa arranhados e cansados, mas...satisfeitos.
No dia seguinte notámos com surpresa que faltavam alguns dos nossos colegas, uns dois ou três. Viemos a saber que tinham sido "peneirados". Alguem terá "relatado" uma conversa menos "própria" que houvera no grupo dos "mortos". Coisas inocentes...mas que naquela altura foram tidas como muito graves. Zás...desapareceram logo. Tolerância zero para qualquer coisa ligada com o sexo.
De um modo geral, a peneira funcionava no final dos períodos e, mais frequentemente, no final do ano lectivo. Aí pesavam os resultados académicos, as opções individuais e , sobretudo, a avaliação geral feita pelos formadores.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"Escolásticos" em actividade...


Maia-1964 : O P.e Neres e o António Joaquim lavando o carro da casa...
Pois...A vida no seminário não era só estudo e..."rezas". Havia muito entretimento, muita futebolada, muito hóquei em campo com sticks feitos de toros de couve galega, algum teatro ( O P.e Martins era um artista...), algum cinema ( quem se não lembra do "Búfalo Bill" visto até à exaustão, do "Kiri Kiri" e outros ?... ), passeatas ao domingo à tarde até à Quinta do Fontelo ou pelos montes em redor, ou, ainda, a apanha de míscaros por esta altura com as primeiras chuvas etc, etc e etc. Vida saudável ainda que muito disciplinada!
Depois havia algumas artes e ofícios. Não sei porquê, mas um dia lembraram-se de mim para aprendiz de barbeiro... Foi meu mestre de barbeiro o Luis Afonso, um rapaz muito dedicado, muito piedoso e muito compenetrado do seu papel. Aprendi a arte. Obrigado Luis Afonso. Ainda conservo os seus conhecimentos. Não sei se ainda me serão necessários.... Uma experiência de que me recordo era o corte do cabelo ao P.e Poda, de saudosa memória. Professor de filosofia, dedicou toda a sua vida ao ensino. Foi meu professor de filosofia durante 4 anos: 2 na Maia e 2 em Sunningdale. Em Viseu ensinava já não sei bem o quê. Pois cortei muitas vezes o cabelo ao P.e Poda, em Viseu sob supervisão atenta do Luis Afonso, na Maia e em sunningdale já como barbeiro encartado. E sempre que se sentava na cadeira me fazia a mesma recomendação: cuidado,  não me corte as orelhas. Penso que terá morrido com as duas orelhas...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Setembro - Novo cíclo começa

Sunningdale, 1965 - Pe José Augusto Vale, Henriques, António Joaquim e Pe Dário
Estes foram os quatro jovens que em Setembro de 1965 iniciaram o seu noviciado em Sunningdale, Berks idos da Maia onde fizeram a filosofia e muitas outras coisas.
Em Setembro ou Outubro as diversas casas se enchiam de novas caras prontas a iniciar um novo ano lectivo e , em muitos casos, um patamar mais acima no seu compromisso comboniano. O sucesso deste grupo foi de 50%. Bons tempos!!!! Dois já terminaram as suas missões entre nós: O Pe José Augusto e o Henriques que morreram muito jovens.
Hoje os tempos são muito diferentes. Pesca-se em águas mais profundas, mas o peixe que morde a isca é mais determinado e mais experiente. Mas que as casas tinham outra vida....tinham....

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Agosto - Férias no FALEIRO

 Sejães 1959-60: O António Joaquim puxa a barca, mas tem muita gente a ajudar: o ( Pe) Dário, O ( Pe José Augusto M Vale, o Aurélio,o Luis Santos,o António Santos,e outros cujos nomes não me recordo....
O mês de agosto era especial. Férias no Faleiro era sinónimo de muito contacto com a natureza, o rio, a montanha, o teatro, a banda, as procissões de velas, o terço cantado no cimo dos montes....um sem fim de alegria, de muita alegria. A ponte para a outra banda construida pelos escolásticos...
Que pena terem vendido o Faleiro!!!Hoje poderia ser uma instância turistica de grande valia e proventos para a congregação.
Nem todos os colegas podiam viver estes dias com total descompressão. Alguns tinham que se preparar para a " 2ª época " de exames. Mas mesmo assim. Eram dias encantadores! Aquele " Boa noite minha mãe..." cantado na capela antes do recolher...tocava fundo no coração daqueles jovens adolescentes. E aquelas "borracheiras" que apanhávamos com a digestão dos medronhos colhidos no monte quando vínhamos do rio!!! e o modelo dos calções....feitos com tecido oferecido pela bondosa senhora de Coimbra segundo medidas individualmente tiradas pelo padre Lourenço Osgnac... Um santo homem com grande vocação para alfaiate....Férias de verão!!!!