terça-feira, 30 de outubro de 2018

Jesus de Genesaré - Apresentação da obra


CONVITE

M. A. Filipe dos Santos (227114545 - 917124779), Mestre em Filosofia, ex-seminarista dos Combonianos, ex-COP-Conselheiro de Orientação Profissional do S. N. Emprego, ex-professor de Filosofia (1975-1980) e ex-Vice-Presidente do CD e Presidente do CA do Liceu (1979-1980) e ex-professor de Filosofia (1990-2002) e ex-Presidente do CP da ESAS (1999-2002), convida todos os interessados para participarem, pelas 16 horas, de 11/11/2018, Domingo, no Hotel Holiday Inn (3.º piso, sala Vargelas) de V. N. Gaia (R. Diogo Macedo, 220, junto à ESAS e ao Jardim Soares dos Reis), na sessão de lançamento do seu 2.º livro, “Jesus de Genesaré” (estudo crítico da obra “Jesus de Nazaré” do papa Bento XVI), publicado pelas Edições Vieira da Silva.

Grato pela atenção dispensada, despeço-me com os melhores cumprimentos e votos de felicidade.

Filipe dos Santos
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M. A. Filipe dos Santos

Rua Conceição Fernandes, 1097
4430-066 - Vila Nova de Gaia

Um anjo no céu 30 de Outubro de 2018 - JIM


O grupo Jovens em Missão (JIM) tem um anjo no Céu: Joana Leandro, 22 anos, da paróquia de Lavre, membro do JIM, Fé e Missão Sul. No Natal+ 2017, sobressaiu pela sua alegria, generosidade no serviço, capacidade de fazer amigos. Quando lhe pedi para dar o seu testemunho de “missionária” na Eucaristia final, ficou admirada, mas aceitou e fê-lo com coragem, convicção e um sorriso de humor. Toda a assembleia a aplaudiu. A sua vida foi um desafio para todos. Estudante na escola superior de educação em Santarém, era “a vida da paróquia” de Lavre, como disse o pároco, e continuava ligada ao JIM. “P. Carlos, tenho aqui livros e roupas boas que podíamos mandar para Moçambique. Pode vir buscá-las?”, foi a última mensagem que tinha recebido dela, com o coração sempre em missão.

O nosso anjo partiu para o Céu no dia 15 do mês missionário de Outubro, vítima dum acidente de viação. Estivemos no seu funeral e voltaremos a Lavre no dia de todos os Santos, 1 de Novembro. Vamos celebrar a sua vida e missão e pedir as bênçãos de Deus por sua intercessão, ela que do Céu nos ilumina e vela por nós.
...

COMPREENDER O MUNDO E ATUALIZAR A IGREJA - DM -

O padre jesuíta Manuel Antunes, de quem estamos
a celebrar o centenário de nascimento, tem
uma conclusão notável sobre a importância de
articular a fé, não só com a vida, mas também
com as «exigências do pensamento», que muitos
escutaram, repetidas vezes, da boca do professor
e padre Manuel Moreira da Costa Santos:
«Quando hoje se pensa na quantidade de
energia despendida em defender certas coisas
indefensáveis, sente-se não apenas a melancolia
das causas perdidas, porque não mereciam
ser ganhas, mas também a mágoa pela ausência
de um trabalho positivo que poderia ter sido
feito e não o foi». Esta frase surge entre os
escritos sobre «o pensamento e o Reino» e pode
ser lida numa recente compilação dos «grandes
textos» do padre Manuel Antunes: «Compreender
o Mundo e atualizar a Igreja» (ed. Gradiva),
obra coordenada por José Eduardo Franco
e Luís Machado de Abreu. Revisitar a herança
de um dos mais importantes pensadores portugueses
do século XX (nasceu em 1918 e faleceu
em 1985), um «despertador de energias
adormecidas», pode ser uma forma proveitosa
de alimentar o processo de renovação pastoral
em curso nas comunidades paroquiais.
Neste itinerário, reconhecemos a importância
em construir um património de reflexão pastoral
que seja promotor da «renovação inadiável
» proposta pelo Papa Francisco. Não queremos
ficar no lamento pelas «causas perdidas»,
mas realizar um «trabalho positivo» que pode
ser feito em prol da novidade que é o Evangelho
de Jesus Cristo.
Diário do Minho de 29-10

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Os santos são humanos como nós. Que nós sejamos santos como eles!- D M

1. Há quem pense que, nos últimos tempos, tem havido
mais empenho em «fazer santos» do que em
cada um «fazer-se santo».
O diagnóstico é de Raniero Cantalamessa, que
realça a maior tendência para dar a conhecer os
santos do que para imitar os santos.
2. O problema não está, obviamente, em «fazer santos». Está
nas resistências de cada um a «fazer-se santo».
A santidade é, sem dúvida, excepcional, mas está ao alcance de
todos. Devia, por isso, fazer parte da normalidade da vida cristã.
3. Diria que os santos são como as flores.
Tal como nem todas as flores de um jardim vão para os altares,
também nem todos os santos da Igreja figuram nas igrejas.
Mas o principal é que floresçam na Igreja.
4. A santidade de cada um faz reluzir a santidade de Deus e
da santidade da Igreja.
Deus é santo (cf. Lev 19, 2) e, em Deus, a Igreja também é santa
(cf. Ef 5, 27).
5. O santo é aquele que acolhe a santidade de Deus, incorporando-
se na santidade da Igreja.
A prioridade do santo é, pois, fazer avultar a santidade de
Deus e da Igreja.
6. Daí que não falte quem procure mais ajudar a que «se façam
santos» do que em divulgar o santidade dos ( já) conseguiram
ser santos.
Consta que um dos lemas da Cartuxa é «non sanctos patefacere
sed multos sanctos facere». Isto é: «Não mostrar os santos,
mas fazer santos».
7. É evidente que não é mal nenhum mostrar os santos. Mas
é muito melhor (ajudar a) fazer santos.
Compreende-se, assim, que, quando morre um membro da
Cartuxa com uma vida santa, haja apenas um comentário: «Laudabiliter
vixit». Ou seja, «viveu de uma forma muito louvável».
8. No túmulo da Cartuxa, o único epitáfio é a Cruz.
Enfim, tudo e todos se apagam para que só Deus brilhe.
9. Habitualmente, gostamos de dizer qu e os santos são humanos
como nós.
É verdade. Mas é igualmente importante que nós procuremos
ser santos como os santos.
10. Acresce que a santidade não faz bem apenas ao santo. Como
notou Teresa de Calcutá, «a santidade é uma necessidade»
— não um luxo — para o mundo.
Um dia, havemos de concordar com Gounod quando afirmou
que «uma gota de santidade vale mais do que um oceano de génio"
João Teixeira

domingo, 21 de outubro de 2018

DE PORTUGAL PARA O MUNDO Balanço do Colóquio Rastos Dominicanos (1) Frei Bento Domingues, O.P


1. Não foram poucas as pessoas que quiseram saber por que razão não tinha publicado a crónica no passado Domingo. Vou explicar, mas começando mais atrás. Continuam a perguntar-me porque acrescento, à minha assinatura, OP. É uma longa história. Podia dizer simplesmente, dominicano pois pertenço a uma Ordem religiosa, fundada no seculo XIII, em França, por S. Domingos de Gusmão. Ele, porém, não queria fundar dominicanos, mas uma Ordem de Irmãos cuja missão, na Igreja, seria a pregação que a primeira Ordem dos Pregadores – a dos Bispos – tinha abandonado. Domingos não pretendia que o reproduzissem, mas que inventassem, em todos os tempos e lugares, os modos de partilhar a palavra do Evangelho da alegria. Os membros da Ordem não vivem para reproduzir a fisionomia do seu Fundador, mas para assumir o rosto das urgências da evangelização, em cada época. Não foi por acaso que o célebre pintor Matisse o apresentou sem a figuração do rosto.

Esta missão exigiu, desde o começo, o casamento do estudo com o anúncio e a reinterpretação contínua do Evangelho. Dessa ligação nasceu a teologia em diálogo com a cultura, elaborada de forma exemplar por Santo Alberto Magno e S. Tomás de Aquino. Da mesma raiz brotou a mística do infinito desassossego do Mestre Eckhart e o ardor da reforma da Igreja, com Santa Catarina de Sena. Da pregação incarnada no tempo e lugar irrompeu uma das páginas mais belas da história da humanidade com o Sermão de António de Montesinos. O seu grito contra a exploração dos índios transformou-se numa aliança de investigações e intervenção contínua entre Bartolomeu de Las Casas, a Escola de Salamanca representada por Francisco de Vitória: por direito natural, os índios são os verdadeiros senhores das suas terras e das suas riquezas. A nenhum título, nem o Papa nem o Rei de Espanha os podem privar desse direito![1]

Não se julgue que essa efervescência filosófica e teológica esquecia a cristologia narrativa do povo iletrado: a distribuição das cenas evangélicas, pelos mistérios do Rosário, alimentou o povo católico por todos os continentes. Em nome da liberdade - uma Igreja livre num Estado livre - Henri Lacordaire, nos finais do século XIX, restaurou a Ordem dos Pregadores, em França. A sua lucidez teve uma fecundidade espantosa, no século XX, preparando, numa história atribulada e criativa, muitas das inovações do Vaticano II.

2. Esta rápida evocação atraiçoa a complexidade de uma longa história. Passados 800 anos e com presença em todo o mundo, a Ordem dos Pregadores, autorizada por Inocêncio III, em 1215, confirmada por Honório III, em 22 de Dezembro de 1216 e reforçada pela bula Gratiarum omnium, de 21 de Janeiro de 1217, sentiu a necessidade de fazer um balanço histórico, de tão longo percurso, feito de fidelidades e traições ao seu projecto.

Esta Ordem terá chegado a Portugal entre os anos de 1220 e 1222. Frei Luís de Sousa antecipa a presença dos primeiros pregadores em Portugal para 1217, associando-a à figura de Frei Soeiro Gomes e ao Convento de Montejunto.

Em 2016, para o estudo desses 800 anos dominicanos, uma Comissão constituída por elementos do Instituto S. Tomás de Aquino (ISTA) e do Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) desenvolveu em três lugares, três Jornadas com três temas de fundo: História, Memória, Património; Discursos, Teologia, Espiritualidade; Espaços, Homens, Percursos[2].

3. Na passada semana, de 09 a 11, realizou-se, no Palácio Fronteira e no Convento de S. Domingos, outro Colóquio muito original: Rastos Dominicanos. De Portugal para o Mundo. 600 anos da Província Portuguesa, com vinte e seis conferências e uma visita guiada ao Convento de S. Domingos de Benfica e à actual Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Eu não podia perder esta ocasião para me aproximar do mundo imenso que desconhecia.

No final, Cristina Costa Gomes, em nome do ISTA e do CEHR, fez o balanço sintético deste espantoso colóquio. Remeteu-nos, em primeiro lugar, para a sua dimensão, não só em termos de número de conferências, mas principalmente da multiplicidade de áreas temáticas abrangidas, desde a História, à Arte, à Literatura, à Espiritualidade, à Teologia, à Pedagogia e Didáctica até à Missionação e Semiótica/Textualidade.

Os conferencistas vieram de diferentes universidades do país (Lisboa, Coimbra, Porto, Évora, Minho) e de diferentes centros de investigação e academias. Trouxeram abordagens distintas, linhas de investigação recentes e em aberto, com dados inéditos e novas problemáticas.

Podemos destacar como grandes linhas temáticas do Colóquio: os Dominicanos e as fundações Dominicanas femininas durante a Idade Média; os Dominicanos no período Moderno: espiritualidade e poesia feminina e grandes vultos dominicanos da Cultura Portuguesa do Renascimento, nomeadamente Frei Fernando de Oliveira, Frei Jorge de Santiago, Frei Luís de Sottomaior e Frei Bartolomeu Ferreira; a missionação Dominicana na África do Sudeste e na Ásia. Neste campo, em particular, questionou-se a importância dos percursos pessoais de Frei João dos Santos, Frei Gaspar da Cruz, Frei Silvestre de Azevedo e Frei Miguel de Bulhões e Sousa.

A arte acrescentou-se a estes tópicos com abordagens inéditas e propostas de diálogo entre a pintura, a arquitectura e a escultura. Desde as pinturas de Luís de Morales, às fachadas das Casas Dominicanas, no contexto da arquitectura quinhentista e seiscentista, problematizou-se a articulação entre a arte e a espiritualidade coeva.

Temas contemporâneos permitiram-nos viajar por questões como a pedagogia de Teresa de Saldanha, a edição da Revista Concillium (1965-1966) e a participação dos Dominicanos Fr. Mateus Peres, Fr. Raimundo de Oliveira e Fr. Bento Domingues nesta publicação, assim como a missionação dominicana no Brasil e experiências missionárias em Moçambique e no Peru.

Estes dias de trabalho levantaram novas problemáticas sobre o que falta fazer e que não cabem nesta crónica. Terei de voltar a esse desafio.

        

21. Outubro. 2018



[1] António de Montesinos, O.P.; Bartolomeu de las Casas, O.P.; Francisco de Vitória, O.P., E estes não serão homens?, Ed. Tenacitas, Coimbra, 2014
[2] António Camões Gouveia, José Nunes, OP, Paulo F. de Oliveira Fontes (Coord.), Os Dominicanos em Portugal (1216-2016), CEHR da UCP, Lisboa 2018; Actas do Colóquio (Porto, Outubro 2012), A Restauração da Província Dominicana em Portugal. Memória e Desafios, Tenacitas, Coimbra 2012.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ano da Missão, Vida em Missão - D.do M

1.Estamos a entrar no
Ano da Missão com
o propósito de nunca
sair de uma vida em
missão.
2. Este ano é, pois, um
despertador para que a nossa
vida se robusteça com
mais vigor.
Ao convocar esta iniciativa,
a Conferência Episcopal
Portuguesa não podia
ser mais envolvente nem
englobante.
«Todos, tudo e sempre
em missão». Assim se intitulava
a Nota Pastoral dos
Bispos de Portugal.
3. Torna-se, assim, claro
que a missão não é só para
alguns momentos, para algumas
áreas e para algumas
pessoas.
Nunca é demais insistir.
A missão é para todos, para
tudo e para sempre.
4. A missão nunca há-de
ser condicionada, sectorial
ou limitada. Ela tem de ser
mobilizadora, totalizante e
permanente.
5. A missão é uma «invasão
». Missionar é «invadir».
Na «invasão» trazida pela
missão, ninguém deve ser
posto de lado e nada pode
ficar de fora.
A missão não é facultativa;
é imperativa. Ela não é
um aditamento do agir, mas
a identificação maior do ser.
Mais do que fazer missão,
todo o cristão é missão. Daí
que o Concílio Vaticano II tenha
recordado que «a Igreja
é, por natureza, missionária
». Ou seja, sem missão
não há cristão. Nem Igreja.
6. A natureza missionária
da Igreja encontra-se constituída
a partir dos começos.
Jesus escolhe discípulos (cf.
Jo 1, 35-40) para os enviar
em missão (cf. Mt 10, 5-6).
Isto significa que não é
possível ser missionário sem
ser discípulo. E é inteiramente
impossível ser discípulo
sem ser missionário.
7. O cristão é simultaneamente
discípulo e
missionário.
Dir-se-ia mesmo que todo
o cristão traz consigo o
nome de «discípulo» e o sobrenome
de «missionário».
8. É por tudo isto que onde
está o cristão, aí tem de
estar a missão. Jesus quer que
sejamos «missionários», não
«demissionários».
O contrário da missão é
a demissão. Mas a demissão
não está só na inacção. A
demissão também pode estar
na mera agitação. O fazer
por fazer pouco faz. No
fazer tem de ressoar o ser.
9. Daí que a missão comece
na oração. Foi assim
com Jesus e foi assim com
os Apóstolos da primeira hora.
Assim há-de continuar a
ser com os apóstolos desta
nossa hora.
Hoje, como ontem, a oração
é geradora de missão; a
oração é a grande «parteira»
da missão.
10. Só quem está com
Cristo se sentirá enviado
por Cristo.
A missão é uma constante
quando o missionário está
unido ao Missionante!
João Teixeira

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Óscar Romero canonizado a 14 de Outubro

O Papa Francisco vai canonizar os beatos Paulo VI e Dom Óscar Romero a 14 de outubro, no Vaticano.

Os Beatos vão ser inscritos no Livro dos Santos no domingo, numa celebração que vai decorrer durante o Sínodo dedicado aos jovens.

D. Óscar Romero (1917-1980), antigo arcebispo de El Salvador, foi morto a tiro em 1980, às mãos da junta militar que dominava o país.

A população salvadorenha se prepara para viver o evento com muita alegria e espiritualidade. Desde que foi fixada a data e o lugar da cerimónia de canonização do futuro santo, o governo de El Salvador e a Igreja Católica iniciaram uma programação de atividades, para a preparação espiritual e logística de todos.

Nesta quarta-feira, são realizadas conferências no Vaticano e no Colégio Pio Latino-Americano sobre a vida do futuro santo e do Papa Paulo VI. Nos dias 11 e 12 de outubro, serão dedicados ao futuro santo vários eventos culturais. No sábado, 13 de outubro, serão realizadas vigílias em Roma e em El Salvador. No domingo, 14 de outubro, Dom Óscar Arnulfo Romero, mártir e profeta que se entregou ao seu povo, será canonizado.

“Depois da cerimônia de canonização, este evento não permaneça de forma isolada, porque se trata de um acontecimento eclesial que dá origem a um verdadeiro movimento de renovação da espiritualidade da Igreja Católica, que nos leva a voltar às fontes da revelação e leva a um compromisso de transformação das realidades temporais aproximando-as às vontades de Deus”, apela a Santa Sé.