celebremos a vida
afinal tão efémera
como o próprio fluir do tempo
que como diz platão
no timeu
não é senão
a imagem móvel da eternidade
e tão volátil
como as homéricas folhas
de outono
rodopiando ao sopro do vento
no chão frio
da terra exangue
celebremos
em serena harmonia
esta vida
que nos foi dada
e que temos
assim
tal como é
nem mais nem menos
ergamos com júbilo
a nossa taça
aos deuses
e aos demónios
sem discriminação
de ninguém
que todos eles
são importantes
rezando
e esconjurando
cantando
dançando e bebendo
à saúde inteira
da amizade
verdadeira
e vertical
celebremos pois a vida
num forte e apertado
abraço
coração a coração
sob o olhar vígil
e tutelar
das estrelas
benignas
afaguemo-la
ao ritmo e ao lume
da crepitante fogueira
dos afectos
no lar
capital
e sem par
da fraternidade
universal!...
( Fernando Paulo Carmo )
Para celebrar este último dia do ano e brindar ao Ano Novo que agora começa recorri a este magnífico ( na minha modesta opinião) poema do nosso colega e amigo Fernando Paulo que teve a gentileza de mo enviar estes dias. Apreciemos a vida e celebremo-la bebendo até ao fim os dias que ela nos consente.
António Pinheiro
sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
CARTA ABERTA AO MENINO JESUS...Fernando Paulo
meu menino infinitamente bom
vindo da terra prometida
ao colo de nossa senhora
num jeriquinho ruço
puxado por uma trela de estrelas
pela mão calejada de teu pai josé
com um bornal de pirilampos
e de sonhos
às costas
e um casalinho
de pombas
poisadas nas abas
do seu capote coçado
e cheio de serrim
em toda a parte estarás
como de deus se diz
mas agora assim
a bater o dente
em cada lágrima de frio e fome
como quem
já não tem
nem pai nem mãe
e é sem abrigo
já não me lembro que te visse
nem mesmo no tempo em que à lareira
a minha avó ceguinha
me contava em seu regaço a tua história
de pastores e de grutas
em terras de belém
estes meninos de carne e osso
que destilam a dor em corpo e alma
por esse mundo fora
e que são seguramente os teus melhores irmãos
e os mais amigos
não sabem quem tu és
nem por que é que fizeste
tal viagem
não compreendem mesmo
que ainda não tenhas tido tempo
para vir ter com eles
jogar o pião
e saltar ao eixo
no largo do terreiro
tu que tens tanto poder
vê lá se fazes alguma coisinha
em que os possas ajudar
segue junto no correio
uma cestinha
de corras e de vimes
com ovos mel e requeijão
feito do leite daquela nossa ovelha
a preta
lembras-te dela
que me disse o meu avô
que era bisneta
da que te viu parir
e te lambeu e te deu o bafo quentinho
naquela noite gelada em que vieste ao mundo
vê lá se não te esqueces cá da gente
vem aqui ter
que nós cá ficamos à tua espera
junto à fogueira
para fazermos um magusto
e brincarmos ao rapa e aos pinhões
depois da ceia
levamos-te connosco à missa do galopara beijares também aquele menino tão lindo
Fernando Paulo
(carta do tempo em que ainda não sabia escrever)
vindo da terra prometida
ao colo de nossa senhora
num jeriquinho ruço
puxado por uma trela de estrelas
pela mão calejada de teu pai josé
com um bornal de pirilampos
e de sonhos
às costas
e um casalinho
de pombas
poisadas nas abas
do seu capote coçado
e cheio de serrim
em toda a parte estarás
como de deus se diz
mas agora assim
a bater o dente
em cada lágrima de frio e fome
como quem
já não tem
nem pai nem mãe
e é sem abrigo
já não me lembro que te visse
nem mesmo no tempo em que à lareira
a minha avó ceguinha
me contava em seu regaço a tua história
de pastores e de grutas
em terras de belém
estes meninos de carne e osso
que destilam a dor em corpo e alma
por esse mundo fora
e que são seguramente os teus melhores irmãos
e os mais amigos
não sabem quem tu és
nem por que é que fizeste
tal viagem
não compreendem mesmo
que ainda não tenhas tido tempo
para vir ter com eles
jogar o pião
e saltar ao eixo
no largo do terreiro
tu que tens tanto poder
vê lá se fazes alguma coisinha
em que os possas ajudar
segue junto no correio
uma cestinha
de corras e de vimes
com ovos mel e requeijão
feito do leite daquela nossa ovelha
a preta
lembras-te dela
que me disse o meu avô
que era bisneta
da que te viu parir
e te lambeu e te deu o bafo quentinho
naquela noite gelada em que vieste ao mundo
vê lá se não te esqueces cá da gente
vem aqui ter
que nós cá ficamos à tua espera
junto à fogueira
para fazermos um magusto
e brincarmos ao rapa e aos pinhões
depois da ceia
levamos-te connosco à missa do galopara beijares também aquele menino tão lindo
Fernando Paulo
(carta do tempo em que ainda não sabia escrever)
MEMÓRIA DE NATAL...Fernando Paulo
Se a poesia
viesse
no presépio
dum poema
montado no coração
não parava
de girar
à volta desta lareira
de fogo familiar
Pulsava
de mão em mão
cantado
pela nossa voz
como a verdade
primeira
de que cada um de nós
traz em seu rosto
um irmão
Poema fraterno e quente
canção da luz
auroral
na ternura
dum menino
na memória
do Natal
( Fernando Paulo )
viesse
no presépio
dum poema
montado no coração
não parava
de girar
à volta desta lareira
de fogo familiar
Pulsava
de mão em mão
cantado
pela nossa voz
como a verdade
primeira
de que cada um de nós
traz em seu rosto
um irmão
Poema fraterno e quente
canção da luz
auroral
na ternura
dum menino
na memória
do Natal
( Fernando Paulo )
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
NATAL OU PÁSCOA? Frei Bento Domingues, O.P.
1. O dia 25 de Dezembro não
celebra o aniversário histórico do nascimento de Jesus de Nazaré. A Igreja de
Roma fixou esta data como réplica pastoral à festa solar pagã do Natalis Invicti, festa de inverno no
hemisfério norte. Foi uma bela astúcia. Procurava destronar a heliolatria, o
culto do sol, pela celebração do nascimento de Jesus Cristo, o verdadeiro Sol
Invencível, a luz da justiça e da graça. Se o Natal é decisão romana, a Epifania,
a 6 de Janeiro, é de origem oriental: celebram ambas a mesma realidade, a
manifestação do Deus humanado.
A linguagem das Escrituras e da Liturgia não caiu do Céu. Para fazer
entender a novidade cristã foram transpostas, muitas vezes, imagens e festas
pagãs para o universo católico. Onde hoje alguns podem julgar que houve uma
paganização do Cristianismo, outros vêem, nesse esforço, a sua cristianização.
A este propósito, as descrições que Epifânio de Salamina[i]
fez da festa pagã, de tipo solar, ajudam-nos a perceber os discernimentos
que foram necessários para entender a nossa festa de 6 de Janeiro.
Vale a pena ler: “em muitos lugares, os charlatães inventam ritos
idolátricos para enganar os adoradores dos ídolos que neles confiam. Celebram,
uma festa grandiosa, precisamente na noite que precede o dia da epifania… Temos
de referir, em primeiro lugar, a festa que se celebra em Alexandria, no chamado
Koreion. Ficam acordados toda a noite, a cantar alguns hinos e a tocar flauta
para acompanhar os cânticos que entoam em honra do ídolo. Uma vez terminada a
celebração nocturna, ao cantar do galo,
descem, empunhando tochas, a uma espécie de capela subterrânea e pegam num
ídolo de madeira, despido, colocado sobre uma peanha… A seguir, levam o ídolo
em procissão, dando sete voltas ao recinto interior do templo, ao som de
flautas, de tambores e a cantar hinos; terminada a procissão, levam o ídolo
para a sua sede subterrânea. Se lhes perguntarmos que mistério é esse,
respondem: Hoje, a esta hora, Kore, a
virgem deu à luz Aion.”
Além desta conotação solar, a festa oriental da epifania aponta para
outra festa pagã, a das águas. Epifânio relaciona a festa de 6 de Janeiro com o
milagre de Caná.
“Até aos nossos dias, em muitos locais, repete-se o prodígio divino que
teve lugar naquele tempo, a fim de dar testemunho aos incrédulos. Em muitos
sítios, comprovam-no fontes e rios
transformados em vinho. Isto acontece na fonte de Cibyra, cidade de Caria,
no momento em que os servos tiram água dizendo: levai-a ao mestre-sala.” (…) Também a 11 de Tybi, 6 de Janeiro,
segundo os egípcios, todos irão tirar água e pô-la de parte, tanto no Egipto
como noutros países.
2. Este ano, o Natal é num
Domingo, a celebração semanal da Páscoa. Mas é Páscoa ou Natal? Pensando bem,
não poderia haver Páscoa sem Natal, mas um natal sem Páscoa seria dar à morte a
última palavra.
Uma coisa é dizer e outra é ter consciência do que isso implica. Há uns
tempos a esta parte, observo o seguinte: há cristãos que, ao participarem na
Eucaristia dominical, regressaram ao costume depressivo de ficar de joelhos.
Uns fazem-no durante a anáfora e outros ajoelham antes de comungar.
Talvez não seja descabido ler o que, já no século II, Tertuliano[ii]
destacava: nós consideramos que, ao domingo, não é permitido jejuar nem rezar
de joelhos. Do mesmo privilégio gozamos no dia de Páscoa e durante o período do
Pentecostes. O grande teólogo, S. Basílio[iii]
sublinha: “É de pé que fazemos a oração do primeiro dia da semana, mas nem
todos sabem a razão de tal facto. Permanecemos de pé quando rezamos no dia
consagrado à ressurreição – como ressuscitados com Cristo e devendo procurar as coisas do alto[iv]–
não só porque recordamos a graça que nos foi dada, mas por aquele dia ser, de
certo modo, uma imagem do mundo que há-de vir. (…) É necessário, pois, que a
Igreja habitue os fiéis a rezar de pé, a fim de que, pela incessante invocação
da vida eterna, não nos esqueçamos de preparar o nosso viático, em vista da
nossa partida para o céu”.
3. Dir-se-á que não vale a pena
perder tempo a procurar saber se é melhor rezar de pé, de joelhos ou sentados. É
verdade e seria ridículo dizer a uma pessoa que se ajoelha para comungar: levante-se!
A oração não é um comportamento exclusivo de nenhuma religião. Jesus era
um grande orante, mas o seu primeiro cuidado não foi o de arranjar um manual de
orações para os seus discípulos, que se queixaram desse descuido. Não se
esqueceu, porém, de evangelizar a oração[v].
Segundo S. Mateus, importa não imitar os hipócritas exibicionistas nem os
gentios que entendem que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos: o vosso Pai sabe do que tendes necessidade
antes de lho pedirdes. A oração nasce em nós, por causa dos nossos limites.
Pedir socorro, quando se está aflito, é uma atitude normal e saudável. É uma
forma de resistência ao fatalismo.
Importa, no entanto, não transferir para a nossa relação com Deus a
ficção de que O estamos a informar e a convencer, inventando um sistema de
cunhas para O fazer entrar nos nossos projectos.
A oração não é para convencer a Deus é para nos convencer de quanto
precisamos de Deus e dos outros para transformar o mundo.
Boa ressurreição!
25.12.2016
[i] 310-403 dC. Cf. José Manuel Bernal, Para viver o ano litúrgico, Gráfica de
Coimbra, 2001, pp 301-303
[ii] 160-220 dC
[iii] 329-379
[iv] Col 3, 1
[v] Mt 6, 1-13; Lc 11,
1-2;
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
OS ROSTOS DA SOLIDARIEDADE ….
No âmbito do projecto da UASP, “Por Mares dantes Navegados”, tivemos a feliz companhia de um notável cronista que, depois, ao longo do ano, nos trouxe à memória a experiência inolvidável da nossa missão solidária à Guiné-Bissau. Na verdade, há momentos da nossa vida de cristãos em que somos chamados e enviados, e como quer e testemunha o Papa Francisco, para as periferias existenciais. Para cuidar, sobretudo, daqueles que a maior parte do mundo não vê…. Em Janeiro e Março, do ano em curso, partiram dois grupos para aquela antiga colónia de Portugal onde alguns dos “peregrinos” foram antigos combatentes. Mas, agora, a missão não era de soberania, mas de Paz e, essencialmente, solidária. Nesse sentido, uma forte motivação nos guiava, como refere, na sua última crónica “AFINAL”, o Padre Artur, nosso Alferes Capelão.
A nossa viagem foi um pequeno, mas importante, sinal de Esperança para muitos dos seus habitantes que vivem em condições de extrema pobreza. Foi comovedor ver e partilhar da alegria de tantas crianças e adultos, os rostos da solidariedade, e sentir neles a força de poderem, ainda, viverem e esperarem um futuro melhor. E, para que tal aconteça, lá estão a ajudar os missionários das Ordens Religiosas e Institutos femininos e masculinos, a Igreja viva, muitos voluntários, nomeadamente, médicos e outros… Todos os que tivemos a graça de palmilhar o chão areoso e escaldante da Guiné; de atravessar bocados de um mar sereno e os muitos canais com as margens revestidas de arbustos e árvores entrelaçados e dobrados sobre as águas límpidas, como que a saudar-nos, até chegarmos às tabancas de um povo politicamente resignado, mas profundamente crente, amigo e acolhedor…. Ao visitarmos as várias instituições e casas de ajuda e acolhimento constatámos como o trabalho é realizado com alegria e disponibilidade pelos missionários e voluntários!…..
Mas, há outras maneiras de continuarmos presentes na encantadora terra da Guiné-Bissau.
E assim aconteceu!
O espírito solidário, reforçado na identidade e missão da UASP, continuou, depois, na cidade berço de Guimarães. Foram acolhidos fraternalmente e apoiados dois jovens médicos que vieram, por alguns meses, frequentarem acções de formação, da especialidade, no Hospital local e regional da Senhora da Oliveira. O dr. Amaro está destacado no hospital franciscano da Cumura que visitámos e daí o conhecíamos; o dr. Maurício, em Mansoa. Chegaram a Portugal sem recursos! Como é publico, o governo da Guiné habitualmente tem os salários em atraso e a bolsa, atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, só chegou mais tarde. Mas, graças a Deus e à boa vontade dos homens, não lhes faltou o essencial para uma estadia humanamente digna. O Américo Soares, antigo aluno do Seminário Arquidiocesano de Braga e combatente, nosso Furriel enfermeiro, em Bula, acompanhou-os quase diariamente e proporcionou-lhes visitas culturais a vários pontos turísticos e religiosos do Minho, como Sameiro, Bom Jesus, Santa Luzia, em Viana do Castelo e, mais distante, a Fátima. A seu pedido, mas, igualmente, por nossa vontade, acompanhámos os jovens médicos ao Convento franciscano de Montariol, em Braga, onde o guardião, Frei João Vicente, cerca de 30 anos missionário na Guiné e Vigário Geral da diocese de Bissau, nos ofereceu o almoço conventual, proporcionando-lhes o desejado encontro com o Frei Vítor, padre franciscano e médico, durante longos anos na Cumura e, também, director clínico de quem o dr. Amaro dependia profissionalmente. Actualmente trabalha no Centro de Cuidados Continuados, “O Poverello”, que tiveram a oportunidade de visitar e constatar a qualidade dos serviços ali prestados.
Já no início do Verão também aqui chegou o Benelívio Cabral, professor no liceu de Bissau, dr. Agostinho Neto, jornalista e relator desportivo. Mereceu, igualmente, todo o apoio necessário e ainda lhe foi proporcionado um encontro com membros da direcção do Vitória de Guimarães, como era seu forte desejo, tendo em vista celebrar eventuais protocolos. Mais tarde, no passado mês de Novembro, o Américo teve conhecimento, pela imprensa local, de que dois médicos e uma enfermeira, drs. Vasco e Quintino e Enfª Alexandrina, estavam a concluir acções de formação, nas diversas especialidades, e que partiriam brevemente para a sua terra natal. Diligente, tomou a iniciativa de os contactar, promover o encontro e, desse modo, além de um jantar-convívio de despedida, de novo, generosamente, colmatou algumas dificuldades financeiras e logísticas que humildemente lhe manifestaram esses profissionais de saúde da Guiné.
Os contactos têm continuado, porque os nossos amigos guineenses têm memória e são gratos e a solidariedade perdura. Sabem que as portas ficaram abertas para futuras acções de formação médica ou visitas de outra ordem. “AFINAL”, o título da última crónica do Padre Artur, em “Ecos da Guiné”, publicada no site da UASP; afinal, o acolhimento é a expressão concreta das “Obras de Misericórdia”…..
Alfredo Monteiro, antigo aluno franciscano e Alferes Milº.
A nossa viagem foi um pequeno, mas importante, sinal de Esperança para muitos dos seus habitantes que vivem em condições de extrema pobreza. Foi comovedor ver e partilhar da alegria de tantas crianças e adultos, os rostos da solidariedade, e sentir neles a força de poderem, ainda, viverem e esperarem um futuro melhor. E, para que tal aconteça, lá estão a ajudar os missionários das Ordens Religiosas e Institutos femininos e masculinos, a Igreja viva, muitos voluntários, nomeadamente, médicos e outros… Todos os que tivemos a graça de palmilhar o chão areoso e escaldante da Guiné; de atravessar bocados de um mar sereno e os muitos canais com as margens revestidas de arbustos e árvores entrelaçados e dobrados sobre as águas límpidas, como que a saudar-nos, até chegarmos às tabancas de um povo politicamente resignado, mas profundamente crente, amigo e acolhedor…. Ao visitarmos as várias instituições e casas de ajuda e acolhimento constatámos como o trabalho é realizado com alegria e disponibilidade pelos missionários e voluntários!…..
Mas, há outras maneiras de continuarmos presentes na encantadora terra da Guiné-Bissau.
E assim aconteceu!
Já no início do Verão também aqui chegou o Benelívio Cabral, professor no liceu de Bissau, dr. Agostinho Neto, jornalista e relator desportivo. Mereceu, igualmente, todo o apoio necessário e ainda lhe foi proporcionado um encontro com membros da direcção do Vitória de Guimarães, como era seu forte desejo, tendo em vista celebrar eventuais protocolos. Mais tarde, no passado mês de Novembro, o Américo teve conhecimento, pela imprensa local, de que dois médicos e uma enfermeira, drs. Vasco e Quintino e Enfª Alexandrina, estavam a concluir acções de formação, nas diversas especialidades, e que partiriam brevemente para a sua terra natal. Diligente, tomou a iniciativa de os contactar, promover o encontro e, desse modo, além de um jantar-convívio de despedida, de novo, generosamente, colmatou algumas dificuldades financeiras e logísticas que humildemente lhe manifestaram esses profissionais de saúde da Guiné.
Os contactos têm continuado, porque os nossos amigos guineenses têm memória e são gratos e a solidariedade perdura. Sabem que as portas ficaram abertas para futuras acções de formação médica ou visitas de outra ordem. “AFINAL”, o título da última crónica do Padre Artur, em “Ecos da Guiné”, publicada no site da UASP; afinal, o acolhimento é a expressão concreta das “Obras de Misericórdia”…..
Alfredo Monteiro, antigo aluno franciscano e Alferes Milº.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Festas Felizes!
Graças ao coração misericordioso do nosso Deus,que das alturas nos visita como sol nascente.(Lc 1, 78)
A UASP deseja a todas as Associadas, amigos e familiares Santo Natal e Feliz Ano Novo!
Pela Direcção
P. Armindo Janeiro
Os sins e os nãos para a fusão dos combonianos de Portugal e Espanha 16 de Dezembro de 2016
O P. Manuel Augusto Lopes Ferreira, comboniano português, fez uma pesquisa histórica sobre a união jurídica e canónica das presenças combonianas em Portugal e Espanha, de 1964 a 1969. A 6 de Outubro de 1969, a direcção-geral do Instituto comboniano erigia de novo a província de Portugal, passando a existir duas províncias autónomas. Hoje, pensa-se, de novo, numa eventual reunificação.
Para ajudar à reflexão sobre as vantagens e as desvantagens de uma nova fusão de ambas as duas províncias, o missionário realizou esta pesquisa. No final deste “caso de estudo”, como lhe chama o autor, o P. Manuel Augusto não se manteve neutro. À pergunta se se deve repetir a experiência da união, conclui: “À luz da análise que fizemos creio que não.”
Leia aqui o texto completo.
( Um texto muito interessante!...Vivi esses tempos... e estou plenamente de acordo com o autor a quem envio um grande abraço de amizade fraterna)
Para ajudar à reflexão sobre as vantagens e as desvantagens de uma nova fusão de ambas as duas províncias, o missionário realizou esta pesquisa. No final deste “caso de estudo”, como lhe chama o autor, o P. Manuel Augusto não se manteve neutro. À pergunta se se deve repetir a experiência da união, conclui: “À luz da análise que fizemos creio que não.”
Leia aqui o texto completo.
( Um texto muito interessante!...Vivi esses tempos... e estou plenamente de acordo com o autor a quem envio um grande abraço de amizade fraterna)
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