Mostrar mensagens com a etiqueta Alunos Ilustres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alunos Ilustres. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de setembro de 2024

NO SEU NOME -Pe. Manuel João, MC

 NO SEU NOME

 

XXVI Domingo do Tempo Comum (B)
Marcos 9,38-48: “Quem não é contra nós está a nosso favor”

NO SEU NOME

O trecho do Evangelho de hoje é a continuação daquele do domingo passado. Ainda estamos “em casa” (Marcos 9,33), na casa de Pedro e de Jesus. O facto de isso ocorrer em casa tem um valor simbólico. Significa que Jesus se dirige especialmente à comunidade cristã, dando aos seus algumas normas de vida.

Após a questão sobre quem seria o maior e o ensinamento de Jesus sobre a pequenez, surge outro fato, levantado pelo apóstolo São João: “Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome e queríamos impedi-lo, porque ele não nos seguia”. Os “exorcistas”, para dar força ao seu exorcismo, costumavam invocar nomes de anjos e de personagens que supostamente tinham poder de cura. Os Doze estavam com ciúmes (como Josué na primeira leitura) de que outros fora do grupo usassem o nome de seu Mestre. A resposta de Jesus é categórica: “Não o impeçam, porque ninguém que faça um milagre em meu nome poderá logo depois falar mal de mim: quem não é contra nós é a nosso favor”.

Seguem-se três ditos de Jesus, encaixados aqui, aparentemente sem conexão entre si. Na verdade, cada sentença está ligada à anterior por meio de uma palavra ou de um tema. Três temas emergem do conjunto do texto do evangelho: o nome de Jesus, a pequenez e o escândalo (em relação aos pequenos e a nós mesmos).

Pontos de reflexão

1. “Em teu nome”. Pelo que diz o apóstolo São João, parece que os Doze queriam “apropriar-se” do nome de Jesus. Somente eles podiam expulsar demônios em seu nome. Pretendiam ter exclusividade. Aquele outro fazia-o indevidamente, porque não era “um dos deles”. A tentação de monopolizar o nome de Cristo, de enclausurá-lo na nossa igreja, no nosso grupo, associação ou movimento, é sempre atual. Dividimos o mundo em dois: nós, que estamos “dentro”, e os outros, que estão “fora”. Mas quem está realmente “dentro” e quem está “fora”?

O Espírito é livre e não se deixa confinar. O Reino de Deus não conhece fronteiras de pensamento, de credo ou de religião. Ele está presente e atua em toda a parte, tanto no coração do crente quanto no do agnóstico ou do ateu. Somente Deus é realmente “católico”, ou seja, universal! É Deus e Pai de todos. Nós, infelizmente, às vezes somos como São João e Josué: queremos apropriar-nos do Espírito e sofremos de ciúme ao perceber que muitos são melhores, mais generosos e solidários do que nós, sem fazer referência ao nome de Cristo. Um dia, eles ouvirão com surpresa esta palavra de Jesus: “Vocês fizeram isso a mim” e “fizeram isso graças a mim”! Pode-se agir em nome de Cristo sem sequer saber. O cristão “católico” é aquele capaz de reconhecer a presença e ação do Espírito Santo, em qualquer pessoa e lugar onde se faz o bem, e de maravilhar-se e louvar o Senhor, santificando assim o seu Nome.

A expressão “em meu nome” (na boca de Jesus) ou “em teu nome” (na boca dos apóstolos) ou em nome de Jesus/Cristo/Senhor aparece frequentemente no Novo Testamento, especialmente nos Evangelhos (quase quarenta vezes) e nos Atos dos Apóstolos (cerca de trinta vezes). O cristão é aquele que age em nome de Jesus: nasce, vive, opera, ora, anuncia, combate o mal, sofre, é perseguido, morre... sempre por causa do Seu Nome. O Seu Nome torna-se progressivamente nossa identidade, o nosso nome, até que possamos dizer como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20).

Podemos perguntar-nos, no entanto, se é esse nome que rege nossa vida. Porque pode acontecer que outros nomes (de vários ídolos) sejam os donos de nossa vida, esquecendo-nos de que “em nenhum outro há salvação; pois, debaixo do céu, não existe outro nome, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4,12).

2. Os pequenos gestos feitos em Seu Nome. “Quem vos der a beber um copo de água (Mateus acrescenta: ‘fresca’) em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. Este dito de Jesus, sobre o valor dos pequenos gestos, está ligado ao anterior pela menção ao nome de Jesus. Fazer coisas em nome de Cristo traz uma graça extra, mesmo que sejam pequenos gestos, porque “são os gestos mínimos que revelam a verdade profunda do homem” (S. Fausti).

3. A atenção para com os pequenos: “Quem escandalizar um só destes pequeninos que creem em mim, melhor seria para ele que fosse pendurada ao seu pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado no mar.” Ser lançado no mar era a pior das mortes, pois apenas o corpo sepultado ressuscitaria. Jesus se refere aqui aos fracos na fé, mas o que ele diz pode ser aplicado a todos os tipos de pequenos: os marginalizados, os pobres, os sofredores, os necessitados...

4. Uma poda contínua. “Se a tua mão te faz pecar, corta-a... Se o teu pé..., corta-o... Se o teu olho..., arranca-o!” Jesus usa expressões muito duras para expressar a determinação na luta contra aquilo que nos faz tropeçar e cair em nossa vida. Todos temos mãos, pés e olhos a serem cortados ou arrancados. Muitas vezes somos como certas figuras da mitologia grega, com cem mãos que agarram tudo, cem pés que nos desviam continuamente do caminho reto, cem olhos que nos impedem de concentrar o nosso olhar em Cristo. A vida cristã exige uma poda contínua. Talvez hoje esta palavra nos convide a um exame de consciência para discernir o que deveríamos podar para não correr o risco de perder a vida.

P. Manuel João Pereira Correia, mccj

p.mjoao@gmail.com
https://comboni2000.org

 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

TÓ MARIA VINHAS - IN MEMORIAM

Tó Maria Vinhas - IN MEMORIAM
                                                         Encontro de 2007
Acabo de receber do Isidro a informação do falecimento no passado dia 22 de Julho do Antigo Aluno Comboniano (1955)  António Maria Matos Vinhas com 76 anos de idade. Segundo informa o Laureano ele foi co-autor, juntamente com o Laureano, do Hino da AAA Combonianos - " NÓS SOMOS COMBONIANOS".
Tó Maria Vinhas foi um assíduo e entusiasta participante dos nossos ENCONTROS ANUAIS, apesar dos problemas de saúde que lhe limitavam nos últimos tempos os movimentos. Arranjava sempre alguém que o transportasse. Eram muito conhecidos, nos meios alfacinhas ( e não só), os seus dotes artísticos como cantor, compositor e autor de livros infantis.
Em nome da AAA Combonianos expresso a minha gratidão pelo entusiasmo que sempre fazia questão de me manifestar nos nossos Encontros e apresento à sua família sentidos pêsames neste momento de dor. Que Deus o "apresente" a S. Daniel Comboni como um dos seus admiradores.
Para outras informações, consultar:
António Pinheiro 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

FERNANDO PAULO - Homenageado em Viseu


O município de Viseu prestou homenagem ao Antigo Aluno Comboniano, Fernando Paulo, atribuindo-lhe o Diploma de Honra do Município. Parabéns Fernando Paulo por mais este reconhecimento da tua brilhante carreira académica.
A este propósito dirigi ao Jornal da Beira e ao Jornal do Centro a seguinte manifestação de desagrado por terem ignorado nas suas páginas este acontecimento regional:

Exmos Senhores

No dia 16 do passado mês de dezembro foi atribuido ao Prof. Doutor Fernando Paulo do Carmo Baptista pelo Exmo Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Viseu, Dr Mota Faria, o Diploma de Honra do Município de Viseu. Este ilustre académico, nacional e internacionalmente reconhecido, é um dos elementos da Associação dos Antigos Alunos Combonianos a cuja direcção presido. Trata-se , por conseguinte, de um associado que muito ilustra a nossa Associação e os bancos da Escola Comboniana ( o Seminário das Missões de Viseu, entre outros) onde moldou o seu caracter e desenvolveu o gosto pela investigação académica e actividade docente.

Muito nos decepcionou o facto de não termos encontrado nas páginas do vosso Jornal qualquer referência a este acontecimento. Os vossos leitores, muitos deles entre as várias centenas de Antigos Alunos do Seminário das Missões, ficariam certamente muito satisfeitos por saberem da homenagem que desta forma foi prestada a um dos seus.

Certo de que ainda estão a tempo de corrigir este lapso de todo incompreensível, subscrevo-me com muita estima e consideração.

António Pinheiro

Direcção da Associação dos Antigos Alunos Combonianos

domingo, 22 de dezembro de 2019

POEMA DE LAUREANO - Paz

paz

a sul norte oriente e ocidente
a gente não se entende
a guerra é permanente
já carros e cavalos
não faz sentido usá-los
hoje um botão se acende
arma que pesa pouco
nas mãos e basta um dedo
sem dó sem medo
sem coração
exercer a pressão
oh mundo louco

os homens não aprendem
nada nada
mas não é de admirar na escola acendem-
-se ódios da mãe irada
do filho que faz guerra aos professores
aos livros aos cadernos às canetas
smartphones são os únicos valores
as verdadeiras metas.

em casa os brinquedos são pistolas
metralhadoras jactos mísseis pum
prazer número um:
a guerra das estrelas nas consolas

esta vida não é senão um jogo
e nesta guerra quem escapa ao fogo
para assistir à guerra das estrelas?
estrelas morrerão e nós com elas

mas uma estrela brilha no oriente
luz de fé de que o homem é capaz
e diz que cada vez é mais urgente
a paz

Lauro Portugal
(inédito)

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

TÒ MARIA VINHAS ( Viseu1955) - Dois livros publicados

O nosso colega António Maria Vinhas ( Viseu 1953 ) tem dois livros publicados. Podem encontra-los e adquiri-los nos sites que se seguem:

ZÉ SANTANA E O EXTRATERRESTRE
https://ebooks.spautores.pt/book/ze-santana-e-o-extraterrestre/U0K842

O VAGABUNDO QUE VEIO DO CÉU
https://ebooks.spautores.pt/book/o-vagabundo-que-veio-do-ceu/P0K843

Deliciem-se e inspirem-se. Boas leituras.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

LAURO PORTUGAL - ...Desvario Geral

    
                                Portugal_Desvario_Geral_Capa autopublicação
                                ebook - dados, sinopse, preview: 

                  À martelada

                            Não há valor moral que mais motive
                            Do que dinheiro, casas, carros, ouro, prata,
                           E por isso se vive
                           E por isso se mata.

                            Dirigi vosso olhar para a fúnebre cena
                            Em que a filha, serena,
                            Sem pena mata a mãe à martelada,
                            Já depois de o sonífero surtir efeito
                            Que à pobre desgraçada
                           Ministrara a preceito.

                            Em demoníaca missão
                            Rega o corpo da mãe com gasolina,
                           Ateia fogo, inferno produzido
                            (Acto medonho que não tem perdão),
                            Com a cumplicidade do marido.

                            Martelo e comprimidos
                            Prova-se que são meios garantidos
                           De crimes de alta escola.
                            Um disse mata, outro, esfola,
                            Ou, melhor, queima, neste caso.

                            A curto prazo,
                            Ai para onde vais, país desvariado?
                            Em graus de vida reges-te pela bitola
                            Mais baixa, incluído
                           Imposto de valor diminuído.

            Abraço
            Lauro Portugal