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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

A invenção da esperança! Pe Armindo Janeiro


 Vivemos uma situação sanitária que torna penosas as relações humanas e coloca sob suspeita todos os nossos contactos, suspendendo, por isso, a vida comunitária nas suas diversas dimensões: social, profissional, cultural e religiosa, pela possibilidade real de cada um de nós ser vítima e transmissor deste inimigo invisível…


E os que partilham o mesmo tecto, na trama das relações familiares, não deixam de ter a mesma percepção, pois não há risco zero e o vírus não se faz anunciar…, apenas podemos saber onde está ou esteve. Resta-nos limitar ao máximo as possibilidades e quebrar as cadeias de transmissão. CONTINUAR A LER


Por P. Armindo Janeiro, ASDLeiria e Presidente da Direcção


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sábado, 30 de janeiro de 2021

A economia de Francisco – 3 - UAASP

                                    COMO REAGIR À CRISE ?


 "No discurso de 22 de Dezembro à Cúria Romana, o Papa Francisco dá-nos pistas seguras de como reagir à presente crise, que não é só sanitária, mas económica, social e até eclesial. 

Antes de mais, distingue entre crise e conflito, pois que a crise, geralmente, tem uma saída positiva. O conflito cria sempre um contraste, uma competição, um antagonismo aparentemente sem solução entre sujeitos divididos em amigos a amar e inimigos a combater, Cada um de nós interrogue-se se quer seguir Jesus com a docilidade dos pastores ou com a auto-protecção de Herodes; se quer segui-lo na crise ou defender-se dele no conflito. Convida-nos ainda a mantermos uma grande paz e serenidade, porque estamos cobertos com a misericórdia do Senhor que nunca nos abandona." (Continua) VER MAIS       

Por P. Carlos Vaz, ASSASBraga

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

UASP - Saudação de Natal do Presidente



"Então, porque celebramos o nascimento de Jesus a 25 de Dezembro? A escolha deste dia é resposta à decisão do imperador Aureliano que, no ano 274, estendeu a festa do “Nascimento do Sol Invicto” da cidade de Roma a todo o Império, procurando assim contribuir para a sua coesão e paz, seriamente ameaçadas. Esta celebração do deus Sol assinalava a vitória da luz sobre as trevas. De facto, desde o Solstício de Verão até ao de Inverno, a noites vão sempre crescendo; por isso, na inversão do ciclo, os romanos festejavam a vitória da luz sobre as trevas, pois até ao Solstício de Verão, as noites vão sempre diminuindo". (Continua) VER MAIS

Por P. Armindo Janeiro, presidente da Direcção

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segunda-feira, 2 de março de 2020

A caminho da páscoa...Pe Armindo Janeiro

Diz-nos o calendário, está na hora! Comecemos a preparar a Páscoa do Senhor!
É um convite para a Festa: Deus não desiste de nós! Ainda que nós cheguemos a fazê-lo, desistindo d’Ele, uns dos outros e até de nós mesmos, Ele nunca o fez nem nunca o fará (Sl 27,10)! A história de Deus com o seu Povo assim no-lo recorda e a Páscoa do Senhor o atesta de um modo único e definitivo!
Podemos não nos sentir preparados e até incapazes, pelo cansaço, desilusões, frustrações e tantas outras razões, mas Ele do alto da cruz atrai o nosso olhar (Jo 12,32) e reinventa-nos todas as perguntas que a rotina, a indiferença e as contradições da vida, tanto pessoais como institucionais, tanto sociais como culturais já tinham ou vão soterrando…
Porque te deixaste conduzir assim, por entre ódios e invejas, desejos de vingança e vontade de poder, desesperos e mentiras, aceitando tudo o que te quiseram fazer na tua própria carne, que é a nossa? Porque te remeteste ao silêncio, sem procurares defesa, nem da terra nem do Céu (Mt 26,53)?
Há tantos exemplos de crueldade na história da Humanidade que não precisávamos de a ver repetida em Ti! Porque quiseste fazer este percurso trágico da história dos Povos? Porque deixaste que sobre Ti se abatessem todos os abismos do mal, do pecado e da morte?
Só me ocorre uma resposta: porque para Ti somos importantes (Jo 15,13), somos mais preciosos que todos os sofrimentos que padeceste! Assim te fizeste próximo de todas as vítimas, de qualquer tempo e lugar; assim nos acompanhas, como luz e guia, no meio das nossas alegrias e esperanças, dores e tristezas, dando-nos o exemplo para que nos ajudemos, solidariamente, a levar a cruz de todos os dias, ensinando-nos a confiar sempre em Deus!
Mas, que Amor é este que ultrapassa todas as barreiras, todas as fronteiras sem se recusar a nada para que os Amados vejam, sintam, compreendam e gravem no fundo do seu coração o quanto lhes queres bem e deles cuidas? Mais, se este é o projecto  radical do Amante – Deus – que não tira a vida, mas a quer dar em abundância (Jo 10,10) aos Amados – todos nós –, quem será capaz de intuir, vislumbrar apenas, o quão belo e sublime será para nós o cumprir-se do desígnio amoroso de Deus, no tempo e para a eternidade?!
Se a força deste Amor é capaz de abraçar o escândalo do sofrimento, do pecado e da morte, abrindo caminho para a Ressurreição de Jesus, seu Filho muito amado (Mt 17,5), fonte de vida nova para todos os que n’Ele acreditam, então preparemo-nos para a Festa do Amor e da Vida, com gestos novos e/ou renovados de serviço aos irmãos, porque jamais passou pela mente e pelo coração do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam (1Cor 2,9). A todos desejo uma santa caminhada quaresmal.
P. Armindo Janeiro
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domingo, 22 de dezembro de 2019

SANTO NATAL -UASP


Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução... a revolução do amor, a revolução da ternura.
Papa Francisco
A UASP a todos deseja um Santo Natal e Feliz Ano Novo!
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

SINOPSE DE TRÊS DIAS DE RETIRO, por Américo Vinhais

« (...) Foi nesse contexto que no primeiro dia Mons. Luciano Guerra, a abrir, nos recordou que o retiro serve para pôr em ordem as nossas vidas, ajudados pelo silêncio, que induz recuperação e renovação. Renovar a fonte de energia, permitindo que cresçam e se manifestem as raízes que temos em nós. Silêncio e oração são essenciais para a vida e ajudam-nos a tentar conhecer a profundidade máxima do nosso íntimo. Um retiro feito com seriedade mantém-nos ligados a Deus. Também Jesus Cristo se retirava para o deserto, para rezar solitário, tal como Francisco Marto o fazia, escondendo-se para rezar, porque gostava mais de rezar sozinho, para consolar Jesus pelos pecados do mundo. (...)»

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domingo, 13 de outubro de 2019

MOÇAMBIQUE- Por mares dantes navegados

Caríssimos amigos e presidentes das Associadas, boa noite!

Está em preparação a VIª etapa do projecto "Por Mares Dantes Navegados" que nos levará a Moçambique, mais concretamente a Maputo e à diocese de Inhambane acompanhando o trabalho pastoral dos jesuítas, dos salesianos, dos missionários da Consolata e de uma paróquia daquela Diocese.

Para a visita a Moçambique definimos dois objectivos principais: por um lado, olhar a realidade através da acção missionária das Ordens Religiosas acima referidas; por outro, tomar conhecimento do lugar e importância dos catequistas na evangelização das comunidades locais.

Partiremos a 5 de Julho de 2020, ao serão, e regressaremos no sábado, dia 18 do mesmo mês; faremos apenas um único grupo de 25 participantes. Ainda não temos valores definidos, mas apontamos para um montante idêntico ao de Angola (1.800€). Para que este valor não suba, precisamos de comprar os bilhetes de avião o mais rapidamente possível.

Estamos a preceder do seguinte modo: logo que alguém nos informe do seu desejo em participar e, se ainda houver vagas, compramos-lhe o bilhete, sabendo que quanto mais tarde se comprar mais caro ficará. Também informamos que, uma vez comprado o bilhete o seu valor não será reembolsado, excepto nos casos previstos pelo seguro da viagem.

Junto segue ficha de inscrição.

Com os melhores cumprimentos.
P. Armindo Janeiro.
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sexta-feira, 26 de julho de 2019

A felicidade está mais em dar do que em receber!

Ao concluir-se a Vª etapa do projeto “Por mares dantes navegados” que nos levou, em dois grupos de 12 participantes cada, à missão de São José do Gungo, na diocese do Sumbe, Angola, recordo, com emoção e gratidão, as palavras de São Paulo, quando se despedia dos anciãos de Éfeso: «Em tudo vos demonstrei que deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras que o próprio Senhor Jesus disse: ‘A felicidade está mais em dar do que em receber’» (Act 20,35).
No contexto dos Actos dos Apóstolos, ‘fracos’ são os pobres e os economicamente débeis, expressão adequada para caracterizar as populações das montanhas do Gungo, campo de trabalho pastoral e humanitária da missão Ondjoyetu, fruto de uma geminação entre as dioceses de Leiria-Fátima e do Sumbe.
A missão de São José do Gungo serve uma comunidade de aproximadamente 34 mil pessoas, dispersa pelas montanhas, em cerca de 80 aldeias, numa área de 2100 km2, maior que o território da diocese de Leiria-Fátima, com uma extensão máxima de 82 Km. Para fazer o caminho que vai do Sumbe à sede da missão, na Donga, uma distância de 130 km, são necessárias, pelo menos, 8 a 9 horas (seis e meia das quais para percorrer 50 km de picada)!
E dava por mim a contemplar a beleza daquelas paisagens e a simplicidade acolhedora daquele povo… e uma pergunta me trazia de volta ao seu quotidiano: quanto trabalho e dedicação, quantos obstáculos e resistências se tiveram de vencer para chegar aos limites da província do Cuanza Sul, entrar em relação com aquele povo para acolher e ser acolhido, e começar a fazer caminho com ele no meio das suas dificuldades e carências, mas também das suas alegrias e esperanças, fazendo-lhe sentir e acreditar que a boa e feliz notícia de Nosso Senhor Jesus Cristo é para eles e que eles mesmos são seus destinatários principais e protagonistas da sua Mensagem! É certo que a Missão é anterior à Independência e que, com a guerra, tudo se complicou…
Mas partir, nos anos noventa, com desejo de servir o Reino de Deus, ser conduzido àquelas paragens e aceitar as suas exigências, diz-nos da seriedade e radicalidade da entrega e da disponibilidade para servir em todas as circunstâncias… Ali, de pouco ou nada vale o gosto por actividades radicais, tão ao jeito da nossa cultura ocidental: os desafios daquele trabalho pastoral assumem outras proporções, pois não são a prazo nem têm horários, para depois se regressar à “zona de conforto”.
Para trabalhar em tais condições não chegam voluntarismos e entusiasmos de momento ou de curta duração, são necessárias razões mais profundas! Só homens e mulheres tocados pelo Evangelho de Jesus poderão fazer suas as fragilidades daquele povo e, na simplicidade e entrega à causa do Reino, criar empatia com as pessoas, suscitar e entrar em relação com aquela ‘juventude de diversas idades’ para os servir na multiplicidade das suas carências e potenciar o seu crescimento humano e cristão.
A missão tem cerca de 80 aldeias; em 65 delas há centro de culto e quase todos têm oração comunitária diária; destes, mais de metade tem celebração dominical sem padre. Os centros de culto estão, por sua vez, organizados em 11 zonas pastorais, com os respectivos catequistas gerais e adjuntos e mais 45 catequistas locais.
Pelo trabalho pastoral ali desenvolvido, primeiro pelo P. Vítor Mira e agora pelo P. David Nogueira, acompanhados por muitas e muitos missionários, dou graças a Deus e peço a Maria que os proteja e conduza nos caminhos da Missão.
P. Armindo Janeiro
Missão do Gungo, Sumbe, Angola 2019

sábado, 6 de julho de 2019

UASP em missão no Sumbe, Angola -

Parte para a Angola, na próxima segunda-feira, 8 de Julho, um segundo grupo de dez missionários, no âmbito do projecto da União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses “Por dantes navegados” – Vª Etapa, e que terá, como ponto central, a Missão do Gungo, fruto de uma geminação entre as dioceses de Leiria-Fátima e do Sumbe.
Tal como a origem do projecto “Por mares dantes navegados” foi marcada pela proclamação do Ano da Fé (Bento XVI), também esta etapa está a desenvolver-se sob o espírito do Mês e do Ano Missionários, proclamados pelo Papa Francisco e pela Conferência Episcopal Portuguesa, respectivamente, com o intuito de “renovar o compromisso missionário da Igreja”.
Francisco, na mensagem para o Dia Mundial das Missões (20/10/2019), convida-nos a “reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Baptismo”. Da fé – recorda-nos o Papa – “nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão”.
É este o sentir e o espírito que presidiu e preside à organização, preparação e realização de cada uma das etapas deste Projecto que já nos levou ao contacto com as comunidades das dioceses de Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Madeira e agora Sumbe, em Angola. Vamos viver o dia a dia da Missão do Gungo, na cidade e nas montanhas!
Com uma duração de treze dias, participaremos nos diversos trabalhos da Missão, executando algumas tarefas de apoio à comunidade, e visitaremos locais de maior interesse histórico e religioso, ambiental e paisagístico.
A todas as pessoas e instituições que nos ajudaram a preparar esta viagem missionária e a angariar bens e valores para a partilha, o nosso bem-haja!
P. Armindo Janeiro
Presidente da Direcção

quinta-feira, 28 de março de 2019

ASSEMBLEIA GERAL DA UASP - LEIRIA


No passado dia 23 do corrente mês de Março realizou-se em Leiria no convento dos franciscanos a assembleia geral da UAASP para aprovação das contas relativas ao ano de 2018. Quase todas a associadas estiveram presentes. A nossa associação, secretário da mesa da assembleia geral, esteve representada por António Pinheiro. Para mais informações ler:
Para avaliar, discutir e aprovar as ações que a UASP (União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses) realizou durante o seu exercício de 2018, a sua Direção convocou as Associadas para que, no dia 23 do corrente mês de Março, às dez horas, na cidade de Leiria, no Convento de S. Francisco da Portela, o fizessem em tranquilidade sob os olhares de umas paredes que tanta Paz irradiam e tanto ouviram ensinar a fazer o Bem, o lema de vida de todas as comunidades que tentam imitar S. Francisco (continua). VER MAIS
 
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sábado, 2 de fevereiro de 2019

À Laia de Testemunho, por Helena Babo- UAASP em Angola


Para mim não chegaram a 10 dias, mas foram de uma intensidade esmagadora.
Um pais onde nasci, mas que nunca conheci e que tive agora a oportunidade de percorrer no que tem de mais perdido e esquecido.

Um pais, uma região onde o Governo aparentemente se demitiu de todas as suas funções e onde homens e mulheres com pouco mais do que a sua vontade tentam de alguma forma substitui-lo, suprimindo algumas necessidades fundamentais de um povo.

Uma missão onde fomos convidados a experimentar as condições em que trabalham os Missionários, partilhando alojamento e alimentação em iguais condições, bem como os pequenos trabalhos em que participámos, ajudando na preparação da população que acorreu para participar em pequenas formações, nas consultas, nos trabalhos diários, nas costuras, nas pequenas reparações e novas construções, etc.

Ainda o contacto com as populações de hábitos tão diferentes, muitos consequência de anos de guerra e esquecimento, mas, quem sabe, talvez felizes nas suas formas de vida.

Com a certeza que muito ficou por fazer e que mais teríamos para dar perante tamanha carência de meios, de estudos, de expectativas.

Este é o meu testemunho:

O acesso à água potável: A água, de qualidade duvidosa tem que ser fervida ou tratada e é maioritariamente transportada pelas mulheres em alguidares à cabeça.

O acesso aos cuidados de saúde: as consultas são realizadas pelas missionárias cuja formação é feita de muita experiência e boa vontade e a maioria dos medicamentos são os básicos paracetamol e ibuprofeno.

A habitação: pequenas casas de pau a pique e de um só compartimento, revestido de adobe e telhados de colme ou chapa de zinco, contemplam espaço para algumas enxergas, normalmente incorporadas na estrutura da casa. As cozinhas feitas no exterior recorrendo à mesma técnica, muitas sem parede de adobe.

A recolha do lixo: inexistente. O lixo acumula-se a céu aberto trazendo às povoações maiores um cheiro nauseabundo.

O acesso à alimentação: alimentam-se essencialmente de Funje. Na beira da estrada encontram-se inúmeras bancas de venda de fruta e legumes, peixe seco e carvão. A fruta é deliciosa. Na cidade há um mercado grande onde se podem encontrar também as famosas capulanas, roupa de mulher.

O acesso à educação: as escolas são edifícios iguais às habitações com troncos no chão que servem de bancos corridos. Os professores são escassos e com pouca formação, mas mesmo assim muitas crianças, que são às centenas, não têm escola por falta de professores.

Os acessos às povoações e lugares mais recônditos: o acesso às zonas mais recônditas é feito por picadas difíceis com dispêndio de muitas horas nas viagens. Nós levámos mais de oito horas a percorrer cerca de 130 km. As paisagens enchem o olho e compensam muita coisa.

Ficou-nos o profundo respeito e admiração pelos missionários que, por mão da sua incansável vontade, vencem os caminhos quase inexistentes para dar alguma esperança e conforto a este povo.

Que procuram soluções para promover condições básicas, mas que representam o desenvolvimento e, acima de tudo, apontam o caminho.

Coisas simples, como uma cisterna de água, uma pequena moagem de milho para uso da população, uma pequena fábrica a construir os primeiros tijolos de terra comprimida.

E os planos futuros de captação e canalização de água para um ponto elevado que possa depois distribuir a mesma em várias direções, os projetos de regadio, os projetos de construção de edifícios com os novos tijolos, como uma igreja, uma escola, casas, etc.

E tem que ser a estes homens e mulheres que dedico este testemunho.

Ao Padre David, “cabecilha” atual e repetente desta obra, tem em mim uma irmã e pode contar sempre comigo, assim eu o consiga ajudar pois a minha divida é grande, foi o ombro amigo num dia difícil

À mana Teresa, pela paciência com que nos recebeu e a tudo tentou atender e resolver, ao trabalho titânico que tem prestado a este povo, o meu total reconhecimento e amizade.

À jovem Sílvia, companheira destes dias tão intensos, pelo espírito de interajuda e abertura para tudo aprender e absorver como uma pequena esponja que vai inchando, os votos de um futuro gordo em experiências e que te preencha e faça feliz e a minha amizade.

O meu profundo reconhecimento também para o Avô Filipe, homem que tanto sofreu, como tantos outros provavelmente, nesta longa vida e que sobreviveu para nos receber com o seu sorriso e a sua cozinha.

Ao Carlos, pai de família, pela sua vontade de ajudar e fazer o máximo possível antes do seu regresso.

Por fim às meninas da missão, votos de que consigam estudar e alcançar os seus sonhos e contribuir para o desenvolvimento do seu país, que é também um pouco meu. Delas e doutros como elas está dependente o caminho deste país.

Helena Cristina Babo